Vezes e vezes sem conta que já passei os olhos, o juízo e o coração por aqueles textos e continuo sem perceber o mínim
o de toda a questão. Será que sou eu que sou burro e não entendo, será esta situação complexa demais para se perceber ou será que nem a própria pessoa que os escreveu entende? Parece-me a mim que são três possibilidades/resposta muito válidas visto tudo o que já se passou. Ou então está mesmo feito para não se perceber, mas porque continua isto a acontecer? Porque não se traça um rumo definitivo e acaba todo este imbróglio, dúvida e sofrimento? Não sei mesmo o que dizer, ou talvez saiba mas restrinjo-me a não opinar visto não ter nada a ver com isso mas o que é certo é que me afecta, ui se afecta…. Mas isso nada importa. Parece ser simples de resolver mas compreendo que não o seja visto todo o turbilhão de sentimentos que está misturado com isto tudo, incluindo a razão. Sim a razão, e essa é complicada. Penso que se seguir os instintos básicos de necessidade se consegue resolver isto tudo. Penso que se conseguir chegar á conclusão do que é ser feliz, facilmente vai descobrir o caminho para esse fim, e esse caminho está bem em frente dos olhos mas como já dizia uma amiga minha e com razão “o maior cego é aquele que não quer ver”, pura verdade. Ou será por existir um “nevoeiro” em volta de todo este assunto? Nevoeiro de duvidas, opiniões, incertezas que não deixa ver o que claramente se vê sem a existência disso mesmo, e que dificulta a mais fácil das acções e opções? Nevoeiro que consegue ser rapidamente dissipado se nos ouvirmos a nós próprios juntamente com a razão bem presente na decisã
o porque sem ela, essa decisão, torna-se algo perigosa para a nossa felicidade.
Vezes e vezes sem conta que já passei a inteligência, o sentimento, a vontade e o querer por aqueles textos e por todos os episódios ocorridos e continuo sem perceber o mínimo de toda a questão.
Arrasta-se esta situação á muito tempo. Arrasta-se como se de um ferido moribundo se tratasse, sofrendo em silêncio buscando o fim desejado mesmo sem saber no que consiste esse fim. Já se arrasta á tempo mais que suficiente e como em tudo chega uma altura em que dizemos “basta!” mas essa altura já foi ultrapassada e mesmo assim se continua, qual masoquista.
Vezes e vezes sem conta dou por mim deitado na minha cama a olhar para o tecto sem sono e a “projectar” no mesmo, toda a situação e as voltas possíveis e imaginárias misturadas com tudo o que quero, mas não passam de isso mesmo, “projecções” e divagações da mente ensonada.
Ou será que tudo não passa de um pesadelo repetitivo?
o de toda a questão. Será que sou eu que sou burro e não entendo, será esta situação complexa demais para se perceber ou será que nem a própria pessoa que os escreveu entende? Parece-me a mim que são três possibilidades/resposta muito válidas visto tudo o que já se passou. Ou então está mesmo feito para não se perceber, mas porque continua isto a acontecer? Porque não se traça um rumo definitivo e acaba todo este imbróglio, dúvida e sofrimento? Não sei mesmo o que dizer, ou talvez saiba mas restrinjo-me a não opinar visto não ter nada a ver com isso mas o que é certo é que me afecta, ui se afecta…. Mas isso nada importa. Parece ser simples de resolver mas compreendo que não o seja visto todo o turbilhão de sentimentos que está misturado com isto tudo, incluindo a razão. Sim a razão, e essa é complicada. Penso que se seguir os instintos básicos de necessidade se consegue resolver isto tudo. Penso que se conseguir chegar á conclusão do que é ser feliz, facilmente vai descobrir o caminho para esse fim, e esse caminho está bem em frente dos olhos mas como já dizia uma amiga minha e com razão “o maior cego é aquele que não quer ver”, pura verdade. Ou será por existir um “nevoeiro” em volta de todo este assunto? Nevoeiro de duvidas, opiniões, incertezas que não deixa ver o que claramente se vê sem a existência disso mesmo, e que dificulta a mais fácil das acções e opções? Nevoeiro que consegue ser rapidamente dissipado se nos ouvirmos a nós próprios juntamente com a razão bem presente na decisã
o porque sem ela, essa decisão, torna-se algo perigosa para a nossa felicidade.Vezes e vezes sem conta que já passei a inteligência, o sentimento, a vontade e o querer por aqueles textos e por todos os episódios ocorridos e continuo sem perceber o mínimo de toda a questão.
Arrasta-se esta situação á muito tempo. Arrasta-se como se de um ferido moribundo se tratasse, sofrendo em silêncio buscando o fim desejado mesmo sem saber no que consiste esse fim. Já se arrasta á tempo mais que suficiente e como em tudo chega uma altura em que dizemos “basta!” mas essa altura já foi ultrapassada e mesmo assim se continua, qual masoquista.
Vezes e vezes sem conta dou por mim deitado na minha cama a olhar para o tecto sem sono e a “projectar” no mesmo, toda a situação e as voltas possíveis e imaginárias misturadas com tudo o que quero, mas não passam de isso mesmo, “projecções” e divagações da mente ensonada.
Ou será que tudo não passa de um pesadelo repetitivo?
Tanto mistério á volta daquela rapariga que todos os dias pela manhã encontrava na paragem do autocarro. Faço esta pergunta desde que a vi a olhar para mim, além das pessoas conhecidas que todos os dias estão naquela paragem. Quem será? Apesar de morar naquele bairro á 29 anos nunca vislumbrei nas minhas pequenas incursões pelas entranhas do mesmo, tal figura semelhante. Nem me parece que pertença aquele tipo de bairro, diga-se de passagem, não porque seja um bairro mal frequentado mas pelo tipo de pessoa que me parece que é. Direi que tem por volta dos 20 e poucos anos, 25 ou 26, cabelos encaracolados, bem vestida, pose elegante e educada e está sempre com uns óculos escuros brancos, sentada de perna e braços cruzados na paragem do autocarro que passo todas as manhãs. Assim que me via cruzar á sua frente acompanhava com o olhar todo o trajecto que eu fazia até desaparecer. Quem será? Será nova no bairro? Alguma estudante universitária? Não me parece, apesar de a ver sempre sozinha aquela hora da manhã, o que não é normal para estudantes universitários além daquele bairro, pela distância da universidade, não albergar estudantes desse tipo. A julgar pelo horário trabalha nalgum sítio na cidade, pensei eu. Este acontecimento repete-se todos os dias que faço o horário diurno do meu trabalho, e de certa forma, ocupa-me o pensamento assim que entro no carro a essa hora madrugadora. Será que vai lá estar? Será que devo acenar ou vai ela acenar-me? Sim porque já notei que de certa forma tem algum interesse pela maneira como me olha enquanto eu retribuo o olhar, ou será curiosidade como eu? Tenho pena de não fazer o horário diurno tantas vezes quanto queria porque é sempre bom iniciar o dia com essa figura a pairar-nos na mente e no olhar além de suscitar mistério na sua figura. Se por ventura me cruzar com ela na rua, certamente não a reconhecerei se não tiver os adereços pelos quais a conheço, ou se tiver simplesmente o cabelo apanhado. Não sei, quem sabe se seria ela a travar conhecimento? Isto são perguntas que certamente nunca terão resposta visto não ter hipótese de acontecer. A certa altura até cheguei a pensar se não estaria ainda a sonhar enquanto conduzia, mas rapidamente me certificava que não porque se após um duche matinal seguido do pequeno-almoço continuasse a sonhar, então seria um sonho muito real. Não sei, sei que dessa forma misteriosa como surgiu, cativou-me a atenção e a curiosidade sobre a sua identidade. Vou esperar que volte brevemente a fazer o horário diurno para ver se lá continua ou então a curiosidade vai-me obrigar a levantar cedo para me certificar disso. Não sei, o futuro e a curiosidade mo dirá…



