quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Este sentimento...

É sempre complicado explicar sentimentos ou transcrevê-los completamente para a escrita como se os oferecessemos a sentir pela leitura, mas vou tentar transcrever o sentimento que existe dentro de mim e que quero partilhar, apesar de não revelar (ainda) por quem é este sentimento, ainda que quem me conheçe bem, sabe de quem se trata.
Sabem o que é pensar numa pessoa desde o primeiro segundo que se abre os olhos pela manhã até ao último instante da noite antes de ser vencido pelo sono? Mesmo dormindo, sonhar com momentos únicos com essa mesma pessoa e desejar que esse sonho se perpetue para sempre? Querer estar com essa pessoa que tanta felicidade e confiança transmite durante o máximo de tempo possivel, ou simplesmente aproveitar os curtos momentos possiveis como se fossem os últimos das nossas vidas? Falar tanto pessoalmente como ao telefone durante horas, não reparar no tempo a passar e desejar ficar a falar por muito mais tempo porque fica a impressão que ficou algo por dizer? Passar momentos únicos a dois que para qualquer pessoa possa parecer normal, mas para mim e por estar com a responsável deste sentimento que existe em mim ser um momento mágico, único e sem igual? Trocar um abraço tão simples mas ao mesmo tempo tão forte e desejar que os dois corpos se fundam num só para nunca mais nos separarmos? Aguentar a força de querer beijar apaixonadamente essa mesma pessoa, e dizer "Não vás embora... fica comigo" na altura da despedida? Aproveitar cada sorriso dessa mesma pessoa como se a minha própria sobrevivência dependesse dele mesmo? O coração disparar quando vejo, sinto ou oiço a voz dessa mesma pessoa ou vejo a sua figura bem na minha frente a sorrir? Querer dizer todos os dias o quanto gostamos dessa pessoa mas não o fazer para não ser "chato"?
Pois é, tudo o que perguntei nas linhas atrás escritas é o que neste momento sinto e acontece, felizmente e espero que com o tempo, mais outras coisas e desejos aconteçam, e tenho fé que sim. Resta-me esperar e respeitar essa vontade e sei que Ele me vai ajudar no sentido pretendido porque é justo para quem é fiel. Até lá vou fazendo uso desta minha virtude e nome do meio que é a paciência mas acreditem que até a espera me sabe bem.
Ha sentimentos fantásticos não ha?

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Um exemplo a seguir...

Peço desde já desculpa pela ausência de novos posts por aqui mas a falta de tempo têm-me impossibilitado de escrever, aliado ao facto da inspiração para a mesma escrita ser usada noutro fim muito melhor do que escrever aqui (não menosprezando o blog nem o que escrevo aqui). Pois bem, já á um tempo que ando a querer escrever aqui sobre uma notícia que certamente todos vocês viram na TV e , como eu, ficaram bastante admirados. Falo-vos da notícia em que uma senhora do norte encontrou uma pasta no meio da rua com 6 mil euros (sim, seis mil euros) e que a devolveu ao proprietário com a mesma quantia sem que um euro faltasse. Ora bem, vendo nos dias de hoje como anda o nosso mundo, e aliando a crise que se instalou e que dizem que está de partida vagarosamente, pergunto eu quem mais além dessa senhora faria o mesmo que ela e devolvesse a pasta ao legítimo dono? Certamente muita gente diria, como depois apareceu noutra reportagem, que sim senhora devolveria a pasta ao dono sem pensar em ficar com o dinheiro mas será assim tão verdadeiro? Não quero ser negativo nem pessimista mas penso que não seria assim mesmo com muitos indivíduos que afirmaram perante as câmaras que devolveriam a pasta (á frente da câmara é diferente do que ser anónimo pois é) e esse facto entristece-me porque esta simples atitude de uma pessoa séria não deveria ser notícia porque era assim que toda a gente deveria actuar não só em casos semelhantes mas em todos que se colocam á prova valores tão importantes como a honestidade, exemplo e humildade. Com isto quero apenas falar do exemplo desta nobre e humilde senhora, que em entrevista pediu apenas para ter saúde, já que além de ser pobre é feliz! Bem-haja para esta senhora e tomara que muita gente seguisse este exemplo não só se encontrasse uma pasta com dinheiro mas em muitas outras ocorrências que acontecem diariamente nas nossas vidas e no nosso quotidiano. Resta-me só informar de mais um apontamento curioso. O proprietário da mala perdida estava comodamente a dormir em sua casa e nunca suspeitou em momento algum da falta da mesma até um militar da GNR bater á sua porta e confrontá-lo com o achado, o que o deixou estupefacto (porque será?) e onde o mesmo indivíduo não deu qualquer gratificação pelo acto da mesma senhora. Não quero dizer que a mesma senhora tenha feito o que fez com o objectivo de ter alguma compensação quando teve hipótese de ficar com uma bela maquia (6 mil euros), digo isto no sentido de o mesmo senhor tentar retribuir o acto (mesmo sendo impossivel) através de um valor simbólico ou de uma simples palavra de apreço que muitas vezes vale muito mais que uma quantia em dinheiro. Enfim, guardaremos sim no fim desta história o exemplo da senhora honesta e humilde que tão grande lição deu ao nosso país.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Ninguém te ama como eu...

Sabem aquelas músicas,cânticos,versos, etc que ás vezes ouvimos e que assentam que nem uma luva em certas ocorrências, pessoas ou qualquer episódio da nossa vida?
Então aqui fica um cântico que gosto muito e que tem muito a ver com uma situação e pessoa. Espero que gostem...



"Ninguém te ama..."


Quanto esperei este momento
Quanto esperei que estivesses aqui
Quanto esperei que me amasses
Quanto esperei que viesses a mim

Eu sei o que tens sofrido
Eu sei porque tens chorado
Sei bem o que tens vivido
Sempre estive a teu lado

Pois ninguém te ama como eu
Ninguém te ama como eu
Olha p´ra cruz é a minha maior prova
Ninguém te ama como eu
Pois ninguém te ama como eu
Ninguém te ama como eu
Olha p´ra cruz foi por ti foi porque te amo
Ninguém te ama como eu

Eu sei bem o que me dizes
Mesmo que ás vezes não fales
Eu sei bem o que tu sentes
Mesmo que nunca o partilhes

A teu lado eu caminharei
Junto a ti eu sempre estive
Tenho sido o teu apoio
Sou o teu melhor amigo...

Pois ninguém te ama como eu
Ninguém te ama como eu
Olha p´ra cruz é a minha maior prova
Ninguém te ama como eu
Pois ninguém te ama como eu
Ninguém te ama como eu
Olha p´ra cruz foi por ti foi porque te amo
Ninguém te ama como eu

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Surpresa...!!!!!!

Ah pois é... Quem não gosta de surpresas???? Eu gosto e ha certas coisas que devemos de fazer aos outros, porque gostamos que as façam a nós, e sabemos que esses "outros" também irão gostar...

E mais não digo...

O futuro é já amanhã... Porquê querer adivinha-lo?

Não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho...

Só temos que aguardar... por isso aguardem...

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Estado de sentimento...

Frustação, dor cá dentro, desilusão, mágoa e sinto-me pior do que se tivesse levado uma chapada em frente de todos (e foi isso mesmo que senti ao ver certas e determinadas coisas infelizmente), sentimento que nada valeu a pena e continua a não valer, é assim que me sinto hoje e desde ontem á noite. Ao fim de tudo pergunto-me? Valeu mesmo a pena tudo? Acho que não. Volta tudo ao mesmo e não tem volta a dar...
Meu Deus, faz o fim disto tudo chegar rápido por favor...

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Vale a pena pensar nisto...

Hoje, ao preparar uma dinâmica para uma actividade em que vou participar, deparei com uns textos que me meteram a pensar (e é esse o objectivo dos mesmos) e que dentro dos mesmos existe uma mensagem bastante forte. Partilho aqui um desses textos convosco para reflectirem um pouco, porque de vez em quando devemos parar para pensar...



"Lençol sujo..."

Um casal recém-casado, mudou-se para um bairro muito tranquilo. Na primeira manhã que passavam na casa nova, enquanto tomavam o pequeno-almoço, a mulher reparou, através da janela, numa vizinha que pendurava lençóis na corda e, comentou com o marido:

- Que lençóis sujos ela está a pendurar no estendal. Está a precisar de um sabão novo. Se eu tivesse intimidade ia lá perguntar se ela quer que eu a ensine a lavar roupa!

O marido observou calado. Alguns dias depois, novamente durante o pequeno-almoço, a vizinha pendurava lençóis no estendal e a mulher comentou com o marido:

- A nossa vizinha continua a pendurar os lençóis sujos! Se eu tivesse intimidade perguntava-lhe se ela quer que a ensine a lavar roupa!

E assim , a cada dois ou três dias, a mulher repetia o seu discurso enquanto a vizinha pendurava a roupa na corda. Passado um tempo a mulher surpreendeu-se ao ver os lençóis muito brancos a serem estendidos e, empolgada foi dizer ao marido:

- Vê, ela aprendeu a lavar roupa! Será que outra vizinha a ensinou?

O marido calmamente respondeu:

- Não, hoje eu levantei-me mais cedo e lavei os vidros da nossa janela!


terça-feira, 8 de setembro de 2009

Dias menos bons no "Farwest"...

Dias de tédio,rotina, muito trabalho, cabeça cheia de pensamentos que teimam em surgir quando menos se querem e fazem falta, noites preenchidas por assuntos que quero resolver e esquecer de vez juntamente com a dificuldade de gerir os sentimentos que me assaltam, vontade de me sentar atrás do volante e conduzir para o desconhecido sem tempo nem lugar ao sabor dos pensamentos e da paisagem, sozinho comigo mesmo. Tem sido assim que os dias se passam juntamente com as noites e as "insónias" que também delas fazem parte e que após essa conversa que surgiu "espontânea", me têem traçado estes ultimos tempos. Surgiu sem avisar (já devia ter surgido á tempo antes) e ainda bem que assim foi porque se fosse previamente preparada (como tinha em mente de o fazer), talvez não surtisse o efeito desejado ou então não aconteceria o que se desejava, não sei, não sei mesmo, só Deus saberá mas isso também já não interessa porque o assunto tá encerrrado e enterrado.
Vida nova, mentalidade e coração novo se avizinha e devido á experiência deste ultimo acontecimento, uma coisa garanto: não tornarei a praticar os mesmos erros que pratiquei, não voltarei a limitar me de certas ocorrências ou pessoas (mesmo que tenha sido pela minha própria vontade e não a pedido de ninguém porque não tou aqui neste mundo para agradar a ninguém, muito menos a quem não mereçe nem reconheçe) e quero sim aproveitar e conhecer o que se cruza na minha vida (incluido pessoas) juntamente com os meus amigos que esses estão lá sempre para tudo (eles sabem quem são, não preciso de enumerar). Como disse um desses amigos: "precisamos todos de um fim de semana MAF". Obviamente que não vou dizer o que significa as siglas MAF mas que esses mesmos amigos sabem o que são e sabem que brevemente iremos disfrutar MAFemente um grande fim de semana, vamos aguardar porque esse amigo tem toda a razão e partilho da opinião dele.
A vida é demasiado curta para deixarmos de viver certos episódios da nossa vida ou ficarmos restringidos a alguém que não nutre o mesmo sentimento por nós e que dessa forma (mesmo involuntáriamente) nos faz sofrer bastante.
Ha situações na nossa vida que ocorrem ao contrário do que esperavamos, mesmo quando damos tudo e mais alguma coisa com o objectivo de ajudar essa pessoa da melhor forma (conselhos, atitudes, gestos e palavras) com o objectivo de a vermos melhor e feliz e assim conseguir construir algo mais, mas enfim, pareçe que finais felizes só mesmo nos filmes porque a vida real está para os "vilões" e os "fora-da-lei" onde neste "farwest" reina tudo o que vai contra a lógica a nivel de relações e sentimentos. Quem é que compreende atitudes incompreensiveis? Só os(as) mais dotados(as).

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Questão simples... (á primeira vista)

Pergunto eu:
"Porque é que só gostamos de quem não gosta de nós?"
É uma pergunta bastante simples de perguntar, dificílima de responder e ainda mais dificil de digerir a nivel sentimental.
Como doi cá dentro ao fazer esta pergunta a mim mesmo e olhar para a pessoa que me faz sofrer. Quando estou com essa pessoa apetece-me dizer tudo o que me vai na alma e no coração mas por outro lado evito por estar acompanhado de mais gente mas também com medo que esse "desabafo" seja mal interpretado ou inoportuno. Meu Deus, como é dificil segurar isto tudo cá dentro cada vez que vejo essa mesma pessoa á minha frente a sorrir, a falar para mim e ao meu lado e o que torna tudo ainda mais dificil é a sua total indiferença sobre o meu sentimento para com ela, sim porque sabe tudo o que sinto a respeito dela, apesar de nunca lho ter dito cara a cara mas com muita vontade de o fazer, quem sabe qualquer dia? Até lá continuo com a pergunta com que iniciei este post bem presente todos os dias em tudo o que faço, na minha mente e especialmente no meu coração...

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Deus escreve direito por linhas tortas… Sem dúvida…

Quem nunca se lembrou deste provérbio ao longo da sua vida? Quem nunca teve nenhum episódio ocorrido durante a mesma onde este mesmo provérbio assentava que nem uma luva? Pois é, ninguém, mesmo sem nos apercebermos já tivemos de certeza alguma coisa ocorrida e que não foi a mais justa mas que com o passar do tempo ela tomou o rumo certo e desejado. Falo hoje neste provérbio que, acreditem, já surgiu em muitos episódios da minha vida, e que já vinha com ele bem presente na minha cabeça relativamente a vários episódios de uma “situação” que se tem vindo a arrastar desde á um tempo para cá e teve o fim (para já) previsto e desejado (em certa parte e não no total). Ora, ao longo do tempo de toda esta “situação” houve muitas “linhas tortas” e que facilmente nos apercebíamos disso, não é preciso um curso superior para perceber isso garanto-vos, e que levava e ainda leva ao sofrimento de um dos intervenientes como também das pessoas que gostam e são amigas do mesmo(a) e onde o outro interveniente vivia como se nada fosse, indiferente, egoísta, onde outros ficavam a ver isto tudo se desenrolar á frente dos olhos sem que nada pudessem fazer. Isso sem duvida que é uma penitência dura e difícil de digerir, nem imaginam quanto. Estou consciente que houve “linhas direitas”, nunca disse que não houve e neste momento afirmo o mesmo, mas tenho consciência, minha e através do(a) mesmo(a) interveniente, que foram poucos e os que houve até foi de estranhar mas foram aproveitados com vontade de se eternizarem, o que não aconteceu. Posta esta situação toda e vendo que há pessoas que simplesmente não merecem quem se cruza nos caminhos dela, acreditem ou não, Aquele grande Senhor lá de cima intrometeu-se e deu uma “mãozinha”, resta saber se essa ajuda é aproveitada a favor da pessoa que mais sofreu, a ver vamos… O futuro o dirá…
Ele faz-nos estas “partidas sentimentais”, para nos apercebermos e aprendermos lições de vida acerca de pessoas que não merecem quem é bom e respeitador para elas. Espera-se que ao ser assim, se receba do mesmo modo mas infelizmente quase nunca é assim. Mesmo não recebendo em troca devemos ser correctos e respeitadores para essas mesmas pessoas para que a nossa consciência fique tranquila quanto a isso e que leve a outra pessoa a pensar nisso mesmo, que apesar de todo o mal que nos fez, continuamos a respeitar e a ser correctos, e quando a outra pessoa se aperceber (se é que se apercebe) chama-se a isso “Chapada de luva branca” e acreditem que faz mossa na consciência de quem é minimamente humano. Depois desta situação ocorrida e quando nos apercebemos do mal feito, muitas vezes já é tarde e não há volta a dar.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

One life, live it well...

Pois é, foi com este slogan que vivi as minhas férias na companhia de dois grandes amigos para os lados de Alvor – Portimão. Com esse intuito partilhado na vontade de todos vivemos intensamente todos os dias á grande, á patrão, á rei e especialmente á “Macho Alfa da Praia de Alvor”. Tivemos desde grandes dias de praia de manhã até perto do pôr-do-sol, fazer figuras e macacadas na praia como se de putos de tratassem (e acreditem que soube muito bem), fritar ao sol como se não houvesse amanhã, noitadas em grande e bem divertidas, noitadas menos boas devido a factores surpresa, etc. Mas a cereja no topo do bolo foi sem dúvida a “festa da entremeada” no parque de campismo onde estávamos comodamente e á grande hospedados. É a típica festa “tuga” com o grelhador feito de metade de um bidon metálico onde como “operador qualificado” do mesmo grelhador temos o homem de blusa de mangas á cava sempre com o seu “combustível” (cerveja) numa mão enquanto com a outra vai orientando a grelha cheia de carne a assar e com o agradável aroma e fumo no ar, enquanto ao seu redor se bebem doses industriais de cerveja, isto tudo com o som de um karaoke também ele tipicamente tuga não tivesse ele o nome de “Karaoke do careca do norte” (Lindo!). Escusado será de dizer que nós os três fomos os animadores daquela gente toda porque além de muita alegria e vontade de convívio já tínhamos o “depósito atestado” e isso é sinónimo de diversão e espontaneidade. Foi uma noite deveras divertida de convívio com pessoas que desconhecíamos até ali mas que ficaram amigas e com saudades de lá voltarmos, tal não foi a festa. Mas as férias não foram só isto, tiveram muitos mais momentos marcantes e que se fosse a relatar tudo, nunca mais saía daqui e depois ficavam a saber mais que eu, e só quem esteve lá sabe o quão divertido foram estas mini férias “somente” com três Amigos.
São momentos como estes que passei com dois grandes amigos meus, que fazem-nos aperceber de que se estivermos rodeados de alguém que é nosso verdadeiro amigo e que nos conhecemos bem e á muito tempo, todo o resto não interessa porque de certeza que irá ser marcante em todos os momentos vividos durante esse tempo e sabemos que podemos contar com esse amigo para tudo porque é verdadeiro. Estes amigos verdadeiros não são de hoje mas sim já de á muito tempo e não me surpreendeu nada que este tempo que passamos de férias tivesse sido do melhor. Para o ano há mais, ou ainda talvez este ano, quem sabe??

VAMOSSSSSHHHHHHHHH….. (Private Joke)

I Got a feeling, that tonight gonna be a good night…
that tonight gonna be a good good night...

Etc...

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Férias, esse tempo diferente…

Pois é, como (quase) toda a gente tem direito, também eu depois de algum esforço vou ter as minhas merecidas férias. Serão mais mini-férias mas mesmo assim vai valer a pena porque estou mesmo a precisar de sair uns dias desta cidade e descansar da rotina diária. Vão ser, como disse, umas mini-férias por ser somente uma semana mas como diz o ditado “Quem se contenta com a sorte, é feliz até á morte”, eu contento-me com pouco e esta curta semana vai parecer um mês (ou não). Outro factor a favor de aproveitar esta semana é ser passada na melhor das companhias, e pergunto eu, qual é a melhor companhia para passar férias? Os amigos claro, e sendo assim vou com os meus amigos para o paraíso de Portimão.
Por este motivo tão válido, não vou postar aqui nenhum post durante a mesma semana, mas assim que regressar cá estarei para continuar a partilhar com todos, tudo o que tenho partilhado até aqui.
Até lá, boas férias para todos…

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Silêncio...




Shhhhhhhhhhh….. Silêncio….

Por definição, Silêncio significa estado de quem se cala, ausência de ruído. Sossego, calma. O silêncio não paira no ar, invade a alma, transcende os espíritos, eleva as energias.Já pensaram realmente no que é o silêncio? Já ouviram realmente o som do silêncio? Não se trata unicamente da ausência de qualquer som mas sim a presença de um som único, relaxante e muito difícil de encontrar. O silêncio…. Como sabe bem ouvir o silêncio numa noite relaxante de descanso onde além do silêncio só ouvimos os sons do nosso pensamento. Se fecharem os olhos durante um período de silêncio, conseguem ouvir sons difíceis de alcançar de olhos abertos. Parece um pouco estranho não é verdade? Mas experimentem, especialmente se tiverem em campo aberto e á noite, vão ver que descobrem sons longínquos que não ouviam de olhos abertos. Já fiz essa experiência e acreditem que resulta. O silêncio ajuda a pensar melhor, a reflectir, a raciocinar correctamente juntamente com a calma circundante que ele acarreta. Há outro tipo de silêncio, o mesmo que ás vezes devemos optar em certas circunstâncias ou assuntos e que se optarmos por nos silenciar, vale bem mais a pena porque ao menos não nos podem acusar de estarmos em silêncio. Aprendi isso mesmo ao longo do tempo e das circunstâncias que têm ocorrido. Muitas vezes o meu silencio é tudo que tenho e isso não me preocupa, pelo contrário, até me agrada. Adoro calar-me, para mim é tão essencial quanto respirar, saber o momento de me calar e de me escutar. As vezes não conseguimos ouvir a nossa própria voz no meio de tanta confusão, e a resposta pode ser tão simples, basta calarmos-nos para poder-mos encontrá-la.Quantas vezes nos encontrámos numa situação onde tudo o que queriamos era quebrar o silêncio que existia no ar e sair falando um monte de coisas, algumas vezes boas, outras, nem tanto… Porém, ele estava ali, firme, forte, e sábio… o Silêncio.É bom saborear o silêncio de uma noite profunda, dentro de uma tenda, a escutar os sons á nossa volta envolvidos nesse mesmo silêncio hipnotizante e deixarmo-nos adormecer…




Silêncio e Tanta Gente

Às vezes é no meio do silêncio
Que descubro o amor em teu olhar
É uma pedra
Ou um grito
Que nasce em qualquer lugar

Às vezes é no meio de tanta gente
Que descubro afinal aquilo que sou
Sou um grito
Ou sou uma pedra
De um lugar onde não estou

Às vezes sou também
O tempo que tarda em passar
E aquilo em que ninguém quer acreditar


Às vezes sou também
Um sim alegre
Ou um triste não
E troco a minha vida por um dia de ilusão
E troco a minha vida por um dia de ilusão

Às vezes é no meio do silêncio
Que descubro as palavras por dizer
É uma pedra
Ou um grito
De um amor por acontecer


Às vezes é no meio de tanta gente
Que descubro afinal p'ra onde vou
E esta pedra
E este grito
São a história d'aquilo que sou


Letra e Música: Maria Guinot

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

1000 visitas…

1000 visitas ao meu blog. É um motivo de muito orgulho e um incentivo muito grande para eu continuar a escrever e a partilhar com todos os que visitam, as coisas que andam á solta aqui por dentro da cabeça.
Até parece que foi ontem que resolvi criar este espaço, e na realidade foi mesmo ontem porque desde o dia 2 de Junho até hoje, dia 3 de Agosto, não passou muito tempo. Apesar de passar pouco tempo, e segundo o respectivo contador de visitas, este blog já teve 1000 visitas (mais ou menos perto disso) e esse facto é deveras gratificante apesar de não serem visitas de 1000 pessoas diferentes, mas mesmo assim é muito bom. Tudo o que foi aqui partilhado foram pensamentos, desabafos, atitudes que de certa forma queria partilhar com as pessoas que visitam este blog, e dessa forma, “aliviar” um pouco a carga dentro da mente. Apesar de não ter muitos comentários aos posts, porque nem todos que visitam o blog comentam o respectivo, sei através de outros(as) que comentam e visitam regularmente o mesmo, que gostam do que aparece aqui escrito, pensado ou simplesmente partilhado e isso faz com que voltem e acompanhem o mesmo blog.
A todos os 1000 visitantes, activos, passivos, identificados ou anónimos, amigos, família e desconhecidos o meu muito obrigado pela visita e por fazerem parte desse grande numero de visitantes. O único prémio que tenho não para o visitante numero 1000 mas para todos os visitantes é a certeza que vou continuar a tentar manter essas expectativas positivas como até aqui porque se mantiverem é sinal que continua no bom caminho e que satisfaz um pouco de todos os que o visitam.
Os pensamentos, esses continuam sem fim…

Do you really believe that love will keep you from getting hurt?

You are tired from all the golden coins you threw in the well that promised things it couldn't do. You have tried to live by what your God has wrote, but those lines ,they don't give you just what you hoped. Do you really believe that love will keep you from getting hurt? Because when you find the one ,you'll open your heart and then ,once it is open, It'll take a little raindrop to get it broken and then you'll know what is hurting. You're hurting. You're hurt. Days go by and pile up crosses on your wall, counting out the hours that you wished for more. You're afraid and you blame it all on yourself as if guilt will give you strength to keep it on…

domingo, 2 de agosto de 2009

Sonhos de várias cores...

Outra vez os sonhos a assombrarem-me os pensamentos. Não consigo deixar de pensar nisso nem sequer de sonhar, tal é a proporção da situação. Inúmeras vezes acordo a meio da noite e imediatamente, sem eu poder controlar, vem-me a imagem dessa pessoa á mente e assalta-me de rompante sem pedir sequer licença. Enquanto estou a tomar o duche matinal surge-me de novo essa silhueta na minha frente e enquanto me olho no espelho, acontece exactamente o mesmo. Meu Deus! Como isto me dificulta todas as atitudes que pretendo tomar e vou tomar. É mais forte do que eu e é uma força incontrolável vá-se lá saber porquê, até porque até á bem pouco tempo eu tinha tudo controlado na minha vida, incluindo esta parte. Ao longo do árduo dia que se estende á minha frente, vejo em tudo o que faço, algo que me lembra essa mesma pessoa. Porque continuo eu nisto? Será que isto não tem volta a dar? Claro que tem, tudo tem solução neste mundo á excepção da morte e por isso mesmo vou tomar a decisão que tenho em mente e vou pô-la em prática porque estou pelas pontas com isto tudo e não mereço mais. É intrigante como certas situações surgem na nossa vida quando pensamos que temos tudo controlado e os fins atingidos, mas a nível de sentimentos não é bem assim porque eles surgem sem que os controlemos mas neste momento vou controlar o que tenho dentro de mim, ai se vou! Chega! Basta! Fim! Esta é a decisão definitiva e o que será, será sem sombra de dúvida. Eu mereço algo que corresponda ás minhas expectativas e dentro dessas expectativas está alguém que me retribua algo e me faça feliz, o que não acontece infelizmente. Chega! Basta, de sonhos interrompidos por alguém que nem sequer deveria surgir nos mesmos mas que surge devido ao subconsciente existente e posto a funcionar antes de adormecer e que de uma forma influente condiciona os sonhos. Eu quero sonhar a cores em vez de preto e branco, e entenda-se preto e branco como uma forma não feliz de sonhar e eu neste momento sonho a preto e branco. Gostaria de sonhar descansado e feliz com alguém que me fizesse feliz e desse modo não é difícil isso acontecer bastando somente sentir-me desejado e amado por alguém. Após o que aconteceu, de todo esperado diga-se de passagem, a minha mente conclui que esta saída é a minha sobrevivência mental e sentimental e sem duvida que vou ser um pouco cínico para garantir isso mesmo da minha pessoa porque, como dizia a outra pessoa, se eu não gostar de mim quem gostará? E pegando nessa afirmação, desde á bem pouco tempo farei disso letra do meu hino pessoal em luta pela minha felicidade, bem-estar e harmonia dos meus sentimentos para quem os mereça, garantidamente.
Eu quero sonhar a cores e ser feliz….

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Textos sem solução, nevoeiro e projecções…

Vezes e vezes sem conta que já passei os olhos, o juízo e o coração por aqueles textos e continuo sem perceber o mínimo de toda a questão. Será que sou eu que sou burro e não entendo, será esta situação complexa demais para se perceber ou será que nem a própria pessoa que os escreveu entende? Parece-me a mim que são três possibilidades/resposta muito válidas visto tudo o que já se passou. Ou então está mesmo feito para não se perceber, mas porque continua isto a acontecer? Porque não se traça um rumo definitivo e acaba todo este imbróglio, dúvida e sofrimento? Não sei mesmo o que dizer, ou talvez saiba mas restrinjo-me a não opinar visto não ter nada a ver com isso mas o que é certo é que me afecta, ui se afecta…. Mas isso nada importa. Parece ser simples de resolver mas compreendo que não o seja visto todo o turbilhão de sentimentos que está misturado com isto tudo, incluindo a razão. Sim a razão, e essa é complicada. Penso que se seguir os instintos básicos de necessidade se consegue resolver isto tudo. Penso que se conseguir chegar á conclusão do que é ser feliz, facilmente vai descobrir o caminho para esse fim, e esse caminho está bem em frente dos olhos mas como já dizia uma amiga minha e com razão “o maior cego é aquele que não quer ver”, pura verdade. Ou será por existir um “nevoeiro” em volta de todo este assunto? Nevoeiro de duvidas, opiniões, incertezas que não deixa ver o que claramente se vê sem a existência disso mesmo, e que dificulta a mais fácil das acções e opções? Nevoeiro que consegue ser rapidamente dissipado se nos ouvirmos a nós próprios juntamente com a razão bem presente na decisão porque sem ela, essa decisão, torna-se algo perigosa para a nossa felicidade.
Vezes e vezes sem conta que já passei a inteligência, o sentimento, a vontade e o querer por aqueles textos e por todos os episódios ocorridos e continuo sem perceber o mínimo de toda a questão.
Arrasta-se esta situação á muito tempo. Arrasta-se como se de um ferido moribundo se tratasse, sofrendo em silêncio buscando o fim desejado mesmo sem saber no que consiste esse fim. Já se arrasta á tempo mais que suficiente e como em tudo chega uma altura em que dizemos “basta!” mas essa altura já foi ultrapassada e mesmo assim se continua, qual masoquista.
Vezes e vezes sem conta dou por mim deitado na minha cama a olhar para o tecto sem sono e a “projectar” no mesmo, toda a situação e as voltas possíveis e imaginárias misturadas com tudo o que quero, mas não passam de isso mesmo, “projecções” e divagações da mente ensonada.
Ou será que tudo não passa de um pesadelo repetitivo?

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Mysterious Girl...

Tanto mistério á volta daquela rapariga que todos os dias pela manhã encontrava na paragem do autocarro. Faço esta pergunta desde que a vi a olhar para mim, além das pessoas conhecidas que todos os dias estão naquela paragem. Quem será? Apesar de morar naquele bairro á 29 anos nunca vislumbrei nas minhas pequenas incursões pelas entranhas do mesmo, tal figura semelhante. Nem me parece que pertença aquele tipo de bairro, diga-se de passagem, não porque seja um bairro mal frequentado mas pelo tipo de pessoa que me parece que é. Direi que tem por volta dos 20 e poucos anos, 25 ou 26, cabelos encaracolados, bem vestida, pose elegante e educada e está sempre com uns óculos escuros brancos, sentada de perna e braços cruzados na paragem do autocarro que passo todas as manhãs. Assim que me via cruzar á sua frente acompanhava com o olhar todo o trajecto que eu fazia até desaparecer. Quem será? Será nova no bairro? Alguma estudante universitária? Não me parece, apesar de a ver sempre sozinha aquela hora da manhã, o que não é normal para estudantes universitários além daquele bairro, pela distância da universidade, não albergar estudantes desse tipo. A julgar pelo horário trabalha nalgum sítio na cidade, pensei eu. Este acontecimento repete-se todos os dias que faço o horário diurno do meu trabalho, e de certa forma, ocupa-me o pensamento assim que entro no carro a essa hora madrugadora. Será que vai lá estar? Será que devo acenar ou vai ela acenar-me? Sim porque já notei que de certa forma tem algum interesse pela maneira como me olha enquanto eu retribuo o olhar, ou será curiosidade como eu? Tenho pena de não fazer o horário diurno tantas vezes quanto queria porque é sempre bom iniciar o dia com essa figura a pairar-nos na mente e no olhar além de suscitar mistério na sua figura. Se por ventura me cruzar com ela na rua, certamente não a reconhecerei se não tiver os adereços pelos quais a conheço, ou se tiver simplesmente o cabelo apanhado. Não sei, quem sabe se seria ela a travar conhecimento? Isto são perguntas que certamente nunca terão resposta visto não ter hipótese de acontecer. A certa altura até cheguei a pensar se não estaria ainda a sonhar enquanto conduzia, mas rapidamente me certificava que não porque se após um duche matinal seguido do pequeno-almoço continuasse a sonhar, então seria um sonho muito real. Não sei, sei que dessa forma misteriosa como surgiu, cativou-me a atenção e a curiosidade sobre a sua identidade. Vou esperar que volte brevemente a fazer o horário diurno para ver se lá continua ou então a curiosidade vai-me obrigar a levantar cedo para me certificar disso. Não sei, o futuro e a curiosidade mo dirá…

domingo, 26 de julho de 2009

Reflexos da estrada...

Foi um domingo que iniciou como muito outros... Sozinho, após o café da tarde a pensar onde iria eu vaguear em mais uma tarde melâncólica deste estranho dia. Após alguns momentos dei comigo a conduzir sem direcção, "Vou até Montemor" pensei mas o certo é que passei Montemor, Vendas Novas, Pegões, etc. ao sabor do prazer de conduzir devagar (confesso que não é normal em mim porque sou adepto das velocidades, qual Shumacher), embalado pela paisagem seca e árida do exterior com o termómetro a marcar uns 37º Graus e que convidava a estar num lugar fresco mas mesmo assim continuei. Ás vezes momentos destes surgem sem aviso, e foi o que me aconteceu. Dei por mim a partilhar com a estrada, muito boa conselheira em certos momentos, as desilusões de alguns episódios recentes da vida que fazem com que conheça cada vez melhor as pessoas e de como esse facto nos ensina a lidar com as mesmas, e á medida que os kilometros passavam ia matutando nesse assunto enquanto que no rádio passava uma música de título irónico "Please keep fighting", ri-me sozinho e comentei para mim mesmo num tom sarcástico " Lindo!". Como disse atrás, são estes pequenos momentos em que estou sozinho que me ajudam bastante a reflectir em assuntos dificeis como o citado em questão, e sei que esse facto vai-me poupar de tomar atitudes ou proferir palavras que não valem a pena, caem em saco-roto ou são interpretadas da forma oposta á qual se pretende que sejam percebidas e aí agradeço estes momentos de ouro em que dá para "arrumar o sótão", fazer limpeza e deitar fora coisas velhas que teimam em continuar arrumadas num canto. Esse assunto trouxe-me á memória episódios antigos, mas foram breves, tão breves que serviram apenas para me lembrar que existiram e que fazem parte do passado e estão prontos a ser esquecidos. Voltando ao assunto que me assaltou a mente desde á um tempo para cá, ganhou novo sentido na noite antes de forma inesperada mas a vida é mesmo assim, acontecem e dizem-nos as coisas sem esperarmos e ainda bem que é assim porque se esperassemos não tinha a menor piada, mesmo sendo uma coisa nada boa mas enfim. Entendo sempre estes acontecimentos espontâneos como lições e aprendizagens para quando temos a mania que já sabemos tudo sobre tudo e todos e mais uma vez agradeço o acontecimento desse facto. O efeito espelho causado pelo calor exterior no alcatrão surte uma função de "passagem no tempo" para reflectir momentos já ocorridos com essa pessoa e que não foram poucos mas também não foram muitos. Digamos que os poucos foram de certa forma intensos devido ao sentimento que existe, e por isso também de certa forma inesqueciveis. É certo que queria muitos mais mas devido a factores que me são alheios, tal não aconteceu e os que foram possiveis viver, foram aproveitados pelo menos da minha parte. Este rol de reflexões foi contínuo ao longo de muitos kilómetros interrompido apenas pelo passar da ponte Vasco da Gama e pela beleza e imponência envolvente do rio Tejo a desenbocar no oceano que cativa a atenção de quem por ele passa, mas se mais estrada houvesse em frente, certamente que continuaria nesta viagem, qual epopeia, pelos reflexos partilhados entre mim e essa estranha confidente que é a estrada. Vou esperar ansiosamente por outro domingo assim porque sem espécie de dúvida que valeu a pena e me orientou nos passos a seguir. Quem disse que as viagens só se fazem bem acompanhadas?

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Que saudades desses tempos...

Neste fim-de-semana dei comigo a pensar em alguns episódios da minha adolescência.De acordo com os reguladores e burocratas de hoje,todos nós que nascemos nos anos 60, 70 e princípios de 80, não devíamos ter sobrevivido até hoje, porque as nossas caminhas de bebé eram pintadas com cores bonitas, em tinta à base de chumbo que nós muitas vezes lambíamos e mordíamos. Não tínhamos frascos de medicamentos com tampas "à prova de crianças", ou fechos nos armários e podíamos brincar com as panelas. Quando andávamos de bicicleta, não usávamos capacetes. Quando éramos pequenos viajávamos em carros sem cintos e airbags, viajar á frente era um bónus. Bebíamos água da mangueira do jardim e não da garrafa e sabia bem. Comíamos batatas fritas, pão com manteiga e bebíamos gasosa com açúcar, mas nunca engordávamos porque estávamos sempre a brincar lá fora. Partilhávamos garrafas e copos com os amigos e nunca morremos disso. Passávamos horas a fazer carrinhos de rolamentos e depois andávamos a grande velocidade pelo monte abaixo, para só depois nos lembrarmos que esquecemos de montar uns travões. Depois de acabarmos num silvado aprendíamos. Saíamos de casa de manhã e brincávamos o dia todo, desde que estivéssemos em casa antes de escurecer. Estávamos incontactáveis e ninguém se importava com isso. Não tínhamos PlayStation, X Box. Nada de 100 canais de televisão, filmes de vídeo, home cinema,telemóveis, computadores, DVD, Chat na Internet. Tínhamos amigos - se os quiséssemos encontrar íamos á rua. Jogávamos ao elástico e à barra e a bola até doía! Caíamos das árvores, cortávamo-nos, e até partíamos ossos mas sempre sem processos em tribunal. Havia lutas com punhos mas sem sermos processados. Batíamos ás portas de vizinhos e fugíamos e tínhamos mesmo medo de sermos apanhados. Íamos a pé para casa dos amigos. Acreditem ou não íamos a pé para a escola; Não esperávamos que a mamã ou o papá nos levassem. Criávamos jogos com paus e bolas. Se infringíssemos a lei era impensável os nossos pais nos safarem.Eles estavam do lado da lei. Esta geração produziu os melhores inventores e desenrascados de sempre. Os últimos 50 anos têm sido uma explosão de inovação e ideias novas. Tínhamos liberdade, fracasso, sucesso e responsabilidade e aprendemos a lidar com tudo. Eu sou um dos que nasceu em 1980 ,sou mto feliz e passei uma infância e adolescência excelentes sem quaisqueres modernices.A maioria dos estudantes que estão hoje nas universidades nasceu depois desta era dos anos 80. Chamam-se jovens. Nunca ouviram "we are the world" e "uptown girl" conhecem de westlife e não de Billy Joel. Nunca ouviram falar de Rick Astley, Banarama ou Belinda Carlisle. Para eles sempre houve uma Alemanha e um Vietname. A SIDA sempre existiu. Os CD's sempre existiram. O Michael Jackson sempre foi branco. Para eles o John Travolta sempre foi redondo e não conseguem imaginar que aquele gordo fosse um dia um deus da dança. Acreditam que Missão impossível e Anjos de Charlie são filmes do ano passado. Não conseguem imaginar a vida sem computadores. Não acreditam que houve televisão a preto e branco. Ao relembrar apenas alguns episódios ou outros acontecimentos marcantes desses tempos, olho para os dias de hoje e vejo uma realidade completamente diferente com os jovens de hoje em dia. O que aconteçe nos dias de hoje é realmente triste. Digo triste porque com as dependências que os jovens hoje têm (Telemóvel, internet e televisão), não se apercebem que desse modo estão a perder uma infância/adolescência que podia ser vivida de uma forma mais intensiva. A culpa em parte não é deles mas sim do desenvolvimento, do progresso e talvez nós na idade deles também fariamos o mesmo e é aqui que me sinto um verdadeiro sortudo por ter nascido no ano de 1980 onde nada disto existia, e devido a esse facto vivi uns tempos de miudo que me vão prevalecer na memória para o resto da minha vida.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Obama - O Presidente desenrascado...

Olá. Nenhum canal televisivo se privou de exibir o episódio, e não estamos só a referir-nos às estações portuguesas. Nada disso. Por esse mundo fora muitas emissoras que transmitiram o breve, mas hilariante momento em que o Presidente Americano Barack Obama interrompe a entrevista que estava a conceder à CNBC (Consumer News and Business Channel) para matar uma irritante mosca que andava a zunir ao seu redor. O estilo descontraído de Obama mais uma vez veio ao de cima, não deixando dúvidas quanto à sua personalidade descontraída e informal, com espírito e gesto perfeitamente sincronizados. Como atrás referi, estava o Presidente dos EUA a conceder uma entrevista à CNBC, quando uma mosca resolveu dar um espectáculo aéreo junto do mesmo, e (como bem sabemos) com aquele ze..ze..ze..ze..ze..ze.. de fazer perder a paciência ao mais calmo. Isto junto da cara, do braço, ou das mãos. E foi esse o grande erro do insecto destemido: pousar na mão esquerda de Obama. O Presidente parou o seu raciocínio, fixou o alvo a abater e com a mão contrária... zás! Era uma vez uma mosca! O jornalista comentou: - logo à primeira! E Barack Obama retorquiu: - Nada mal, pois não! Posto isto levantou-se, puxou de um lenço, apanhou a mosca do chão, foi atirar tudo para um cesto de lixo e voltando ao lugar disse para o entrevistador: - Onde é que nós íamos?
Transportemos agora a cena para o nosso país e imaginemos que qualquer um dos variados políticos ou governante (do mais variado sortido que temos à escolha) se via confrontado com uma cena idêntica à que sucedeu a Obama. O que aconteceria? A personalidade em questão chamava de imediato a sua secretária e esta depois acorreria aos préstimos do chefe de gabinete. A questão seria apenas uma: descobrir se entre os milhares de formulários existentes na lei haveria algum que contemplasse a matéria, e com faculdade de, preenchendo-o devidamente, solicitar superiormente autorização para eliminar uma mosca que invadira território oficial! Aí (e no caso do documento existir) este seguiria a ordem normal. registar-se a saída e entrada do papel nos diversos departamentos onde receberia posteriormente despachos, assinaturas e carimbos. E só na posse dessa autorização a mosca estava tramada e com os dias contados. Só que entretanto ela já marchara para outras paragens.
Se a personalidade em foco e que a mosca tão irritava, não estivesse pelos ajustes e se marimbassse para as autorizações dando-lhe uma palmada e terminando com o episódio, arriscava-se a (pelo menos) duas acusações desagradáveis: acusação de não ter cumprido o que estaria establecido e previsto para o caso e ainda,por parte de associações protectoras de insectos, acusação de mal-tratar animais indefesos.
Finalmente neste século XXI surgiu Barack Obama a dar uma lição singular e de mestre, acerca do que é ser desenrascado. Um bem-haja para o Senhor Presidente, e por acaso o senhor não terá um familiar como você com raízes portuguesas para dar o exemplo como o senhor? Dava jeito... Vamos aguardar que começem a clonar humanos e pode ser que, com sorte, venha uma cópia fiel do destemido Presidente para comandar este barco á deriva que é o nosso país.