Um lugar de partilha de pensamentos, opiniões e contradições que vagueiam no universo da alma....
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Mensagem...
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Carrocel...
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Estado de felicidade...
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Dia de Chuva...
domingo, 22 de novembro de 2009
Um sentimento em forma de momento...
- Não te preocupes. Há dias menos bons, só isso - Respondeu ele.
- Pois, deves pensar que te conheço desde ontem mas tudo bem, compreendo que não queiras falar disso.
Sentia-se com falta de forças para continuar nesta dura conquista rumo á felicidade mútua, sua e de quem gostava. Um sentimento de tristeza e desilusão toldava-lhe o espírito e o coração, e como isso era duro e o deitava abaixo. Via uma situação a arrastar-se por tempo indeterminado e, pela primeira vez em muito tempo, pensou mesmo que não teria o fim desejado. “Meu Deus, por favor ajuda-me” pensou ele inúmeras vezes repetidamente. “Que mal fiz eu para merecer tal castigo? Não aguento mais e as minhas forças estão no fim”. O seu olhar triste fitava os papéis em que trabalhava mas ele não estava realmente a ler os mesmos ou a tentar perceber do que neles se tratava. Estava sim a pensar nela como sempre. Na pessoa por quem ele lutou durante tanto tempo continuamente e que desejava para si. Pensava naquela pessoa que durante essa semana quase não viu a não ser quando lhe foi oferecer flores ao trabalho e quando ela lhe fez uma surpresa no seu trabalho, ao aparecer sem ele esperar. Apesar disso, ele sentia tanto a falta dela, sentia saudades, precisava de a ver, de estar com ela, do seu sorriso, do seu abraço… Ela sabia o motivo porque ele se sentia assim mas sentia-se impotente para mudar isso e fez de tudo para o animar, mas sem resultado. “Ainda bem que hoje é sexta-feira. Saio do trabalho, enfio-me na cama e espero que amanhã me sinta melhor” pensou ele para consigo mesmo. Entre os seus pensamentos e o pouco trabalho que conseguiu fazer , reparou que eram horas de ir jantar. Vestiu o casaco e saiu em direcção ao seu carro.
Depois de descer a rua onde trabalhava e de entrar no carro estacionado uns metros mais abaixo, deu consigo a pensar em ir passar o fim-de-semana a Lisboa com um dos seus melhores amigos mas essa vontade caiu por terra ao pensar que estaria lá a namorada dele e não queria ser inoportuno.
- Alguma coisa se há-de arranjar. - Disse baixinho enquanto um carro atrás dele lhe buzinava por o sinal estar verde e ele não andar.
Entretanto chegou a casa, jantou e sentou-se a ler o jornal diário para se distrair e passear a mente pelas tristes noticias que eram escritas no mesmo. “Isto são só desgraças” pensava ele quando o telemóvel tocou. Nem foi preciso olhar para o mesmo para perceber que era ela quem lhe ligava. Sabia-o pela música que tocava e que tem um título irónico para a situação. “Lucky” era a música que ele lhe atribuíra cada vez que ela lhe ligava. Levantou-se, dirigiu-se para o quintal e atendeu.
Estiveram a falar pouco tempo. Pouco demais, comparado ao que normalmente falavam, cerca de uma hora e três quartos ou duas horas. O “Record” cifrava-se pelas duas horas e dez minutos e que só terminara devido ao cansaço dela e ao facto de se ter que levantar cedo para trabalhar. Ela nesse dia tinha ido á capital com uma colega assistir a uma conferência da área dela e estava a dizer-lhe como tinha corrido, mas pela sua voz, ela reparou que ele não estava bem. Puxou o assunto e ele respondeu-lhe. Falou-lhe da tristeza que existia dentro de si e de qual era o motivo. Disse-lhe o que sentia e o que lhe pairava na mente e no coração. Ela percebeu que estava muito magoado com toda a situação. Depois de falarem muito pouco disse-lhe: - Quando saíres do trabalho diz-me qualquer coisa, se quiseres.
Aquela parte do “se quiseres” atingiu lhe o coração como um raio.
Ele respondeu:
- Quase de certeza que não irei sair, mas se for eu digo-te, fica descansada.
- Ok, fica bem. Tchau - Respondeu ela secamente desligando a chamada.
Ele depois disto, ficou a olhar em seu redor mas com o olhar fixo num ponto ali perto, e com a mente bem longínqua. Estava no quintal de sua casa. Levantou a cabeça, olhou para o céu estrelado, suspirou fundo e voltou para dentro de sua casa para terminar o jantar e voltar ao trabalho.
Eram por volta das 22 horas quando estava a sair, apesar de desde as 21 horas estar despachado mas ter ficado a fazer tempo para adiantar algum trabalho e não sair muito antes da hora habitual. Pensou naquela conversa que tivera com ela durante todo o tempo desde que terminou a chamada. Pensou seriamente em ir para casa e deitar-se com fé que tudo aquilo passasse com o sono, mas não. Resolveu mandar-lhe um SMS para ver o que ela respondia.
“Estou agora a sair do trabalho. Então que estás a fazer?” escreveu ele e enviou.
A resposta chegou pouco tempo depois:
“Estou em casa sentadinha no sofá a ver T.V. Queres vir cá ter?” Nesse momento teve vontade de lhe dizer que não, que iria para casa dormir, como tinha pensado mas… aceitou o convite, não sabe bem porque o fez mas aceitou. Ou será que sabia porque o fez?
Passado alguns momentos, enquanto conduzia, sentiu vontade de declinar o convite e levar avante a vontade que até á momentos tinha como quase certa e até chegou a pegar no telemóvel para lhe mandar uma mensagem a informa-la disso mesmo, mas voltou a colocar o telemóvel no sítio dele e continuou em direcção a casa dela. Ao chegar aquele sítio que já lhe era familiar parou o carro, desligou o motor e pensou: “Ainda estás a tempo. Se não for agora já não há volta a dar”. Aquela enorme tristeza que o assolava não o deixava avançar confiante e ás ordens do sentimento que existia no seu coração e não percebia porque ainda hesitava numa oportunidade de ouro como aquela para estar com a pessoa que gostava mas que tanta tristeza lhe fazia sentir naquele momento. “ Se vim até aqui é porque Deus assim o quer, e eu confio n´Ele”.
Saiu do carro, fechou-o e atravessou o campo relvado de um lado ao outro até chegar á entrada da casa dela. Subiu os degraus, tocou á campainha e esperou. Surgiu uma voz familiar a perguntar:
- Quem é?
Ele respondeu: - Sou eu.
A porta abriu-se e ele entrou. Ao olhar para cima viu-a no cimo das escadas de pijama vestido. Nunca a tinha visto assim vestida de pijama mas gostou e reparou que lhe ficava muito bem.
- Fogo, pregaste-me cá um susto!
- Porquê?
- Porque como estava á espera que me mandasses mensagem quando chegasses, pensei que fosse alguém que vinha cá.
- Não. Sou mesmo eu - Respondeu ele enquanto subia as escadas.
Chegou ao cimo das escadas e cumprimentou-a como era habitual, com dois beijos na face. De seguida dirigiram-se para a sala que já conhecia bem e ele entregou-lhe dois livros e duas cartas que escrevera.
- Está aqui o teu livro que já li e o outro livro que me ofereceste. Eu escrevi uma dedicatória no teu livro. Espero que gostes e não te importes.
- Ah claro que não me importo e ainda bem que escreveste.
- As cartas já sabes como é, só lês mais tarde - Disse ele a reparar na curiosidade que ela transmitia na sua cara.
- Ok - Respondeu ela não muito convencida.
Sentaram-se e começaram a conversar durante algum tempo, um pouco distantes um do outro, de como tinha sido o dia, sobre acontecimentos recentes e novidades de amigos até que…
- Já reparei que hoje não estás nada bem e estás-te a fazer difícil por isso vou ser eu a abraçar-te - Disse ela abraçando-o como era normal depois de várias tentativas para o animar e fazer sorrir.
Nessa altura ela pediu-lhe para ler as cartas, ele disse que não. Ela insistiu e ele voltou a dizer que era melhor não. Ela aí não disse mais nada e ficou em silêncio.
- Como é que queres que eu esteja com esta situação toda assim? - Perguntou ele com a cabeça encostada á dela.
- Pois compreendo-te perfeitamente mas sei que também compreendes a minha parte e que não posso fazer nada. - Respondeu ela enquanto ficava bem encostada a ele.
- Mas compreendes que cada vez é mais difícil aguentar isto tudo quando chega a este ponto em que penso desistir.
- Mas tu já sabias que ia ser assim e sempre te disse isso. Que precisava de tempo. Tu sempre disseste que esperavas por mim. Compreendo que queiras desistir e não te prendo como nunca te prendi a mim. - Disse ela sentindo os braços dele em sua volta. - Pois, não sei. Sabes bem que está a ser muito difícil para mim isto tudo e que também o é para ti.
Após esta resposta dele, fez-se silêncio. Estavam ali os dois, abraçados no sofá, cada um com o seu pensamento e a olhar para a televisão mas sem reparar o que realmente se passava nela.
- Vê lá as cartas então. - Disse ele finalmente para quebrar o gelo.
Ela levantou-se rapidamente e disse:
- Que fixe! Obrigado.
Agarrou nas cartas e começou a olhar para as fotos que vinham com elas.
Sempre que ele lhe entregava alguma carta, a mesma vinha acompanhada de uma ou duas fotos de momentos românticos de casais apaixonados com frases lindíssimas e que ele gostava.
Abriu a primeira carta e começou a ler atenciosamente. Durante o tempo em que esteve a ler esses papéis, ficou tudo novamente em silêncio onde o mesmo só era interrompido com um suspiro ou um riso leve dela. A carta maior tinha quatro páginas e ao chegar ao final ela disse:
- Estou abismada. Está muito bonita. Não sei mais o que dizer porque tenho medo que não diga o suficiente para demonstrar o quanto gostei. Desculpa mas não consigo.
Ele olhou-a e respondeu:
- Ok. Não faz mal não dizeres mais nada. O que interessa realmente é que tenhas gostado.
- Sim sem dúvida que gostei e muito. Obrigado. Gostava muito que tudo isto acontecesse mas compreendes que não é assim tão fácil. - Afirmou ela.
- Não é fácil? Então? Sabes que da minha parte há disponibilidade e vontade total mas da tua parte sei que não é bem assim. - Disse ele.
- Não se trata de vontade ou disponibilidade e muito menos de gostar ou não de ti porque eu gosto muito de ti mas o medo é que não me deixa ir para a frente com isto tudo percebes? - Perguntou ela.
- Medo? Medo de quê quando tens todas as garantias em frente dos teus olhos e tu sabes disso?
- Medo de não gostar de ti tanto como tu gostas de mim, medo de não te retribuir tudo o que me dás e medo de não dar certo e magoar-te muito com isso sendo que tu és a ultima pessoa que merece sofrer. - Enumerou ela enquanto olhava para ele.
- Pois mas como já te disse, penso que esse medo desapareceria com o passar do tempo, da relação e com a ajuda mútua. - Devolveu ele contemplando a beleza dela naquela pose séria.
- Que achas que devemos fazer? - Perguntou ela.
- Não sei. Neste momento não sei. E tu? - Devolveu ele.
Ela não respondeu e ficou a olhar para baixo como se procurasse a resposta no chão. Ficou assim alguns segundos… parada… em silêncio… quando de repente disse com um leve sorriso nos lábios:
- Espera, tive uma ideia. Já volto!
E com isto saiu da sala rapidamente enquanto ele ficou a pensar no que lhe passaria pela cabeça para fazer naquele momento. “Foi fazer alguma das dela” pensou ele com ar resignado. Enquanto esperava que ela aparecesse, ele esteve sempre a pensar na solução que tinha a certeza que era a única que os ajudava a sair daquela situação mas não a partilhou com ela no momento da pergunta por ter medo de estar sempre a pressiona-la nesse sentido. A sua solução era ela aceitar namorar com ele, e tinha a certeza que isso iria ajudar a ultrapassar isso tudo.
Enquanto continuava a pensar nisso e, distraidamente, olhava a televisão, apareceu ela finalmente e vestida normalmente como se fosse sair.
- Vamos, levanta-te e vamos embora. - Disse ela olhando para ele sentado no sofá.
Ele muito admirado disse:
- O quê? Onde vamos?
- Não te posso dizer. Vais ter que confiar em mim. Vamos no teu carro ou no meu? Se formos no teu tenho que ir eu a conduzir. - Insistiu ela.
Ele levantou-se muito espantado e respondeu:
- Ok. Não há problema. Vamos.
Enquanto desciam as escadas e se dirigiam para o carro, ele não conseguia perceber o porquê daquilo tudo e inúmeras perguntas surgiam-lhe na mente. “Onde é que vamos? O que iremos fazer? Porque é que ela está a fazer isto? Não percebo nada e cada vez percebo menos”.
Ao entrarem no carro, abateu-se de súbito um silêncio entre eles. Ele não sabia o que dizer, tal não era o espanto e a admiração de todo aquele momento.
- Vais ter que confiar em mim e a partir de uma altura em que te disser vais fechar os olhos, sim? - Perguntou ela.
- Ok não há problema nenhum. Sabes bem que confio em ti. - Respondeu ele.
- Sim sei perfeitamente disso. Confia em mim e no final vais gostar de certeza apesar de ires dizer que sou louca. - Disse ela entre risinhos de gozo.
Ele também se riu e disse:
- Se tu o dizes, eu confio em ti mas uma coisa vinda de ti, até tenho medo. - Respondeu ele em tom irónico.
Ela percebeu isso mesmo e largou umas gargalhadas.
Passados poucos minutos ela diz:
- Vá é agora. Fecha os olhos.
Ele sem dizer nada, consentiu. Após fazer o que ela lhe pedira sentiu tudo á sua volta andar á roda. Era ela que conduzia o carro ás voltas numa rotunda para o baralhar e desorientar.
- Talvez seja melhor parar senão fico enjoado. - Pediu ele já a sentir umas leves náuseas.
- Já parei. Foi só para te desorientar. - Disse ela entre risos.
- E admito que conseguiste. Onde vamos? - Perguntou ele.
- Não fazes a mínima ideia para onde vamos? - Devolveu ela.
- Não princesa, não faço a mínima. Deixaste-me baralhado. - Respondeu ele.
- Hmm ainda bem. Tens que ter paciência porque ainda é um pouco longe. - Pediu ela.
- Ok. Já sabes que a paciência é o meu nome do meio. - Disse ele.
Á medida que ia vivendo aquele jogo, muitas sensações passaram por si misturadas com os pensamentos sobre onde iria ela levá-lo juntamente com as músicas que iam passando no rádio que, não sabem bem como, eram músicas suas conhecidas e que tinham algo a ver com eles os dois. Seria um prenúncio?
Estava ele envolvido nesta questão ,enquanto ouvia uma das músicas, quando sentiu algo nas suas mãos. Era a mão dela. Quente, suave e meiga que procurava as dele. Aquilo era definitivamente um excelente sinal. Ele acolheu-a, apertou-a suavemente e beijou-a com os seus lábios. Foram indo neste sentimento e estado durante alguns quilómetros até que ela disse:
- Tem calma, estamos quase a chegar mas ainda falta um bocadinho. Não te assustes agora porque a estrada vai ficar pior.
- Está bem mas vai devagar. - Pediu-lhe ele.
A partir daquele momento, sentiu que entrara numa estrada de terra um pouco em mau estado mas não era das piores. Á medida que iam percorrendo aquela estrada, a sua ansiedade crescia e sentia que se aproximava daquilo que ela lhe queria mostrar. – Chegámos. - Disse ela finalmente – Mas não abras os olhos.
- Está bem. Eu não abro e só o farei quando me disseres. - Disse ele.
Nesse momento sentiu o carro a parar. Ouviu ela a abrir a porta e a dizer:
- Espera. Não saias que eu ajudo.
Ele não disse nada, simplesmente sorriu ao ouvir aquilo e sentir a mão dela no braço dele, agarrando-o como se de um cego se tratasse. Foi um pensamento fora do contexto mas teve a sua graça.
- Anda comigo. Eu ajudo-te e guio-te para não tropeçares em nada. - Disse ela. Enquanto ela dizia isto, na rádio começou a tocar uma música que ambos gostavam muito da autoria do artista preferido dele e que ela também apreciava bastante.
- Lindo! - Disse ela aumentando o volume do som de maneira a que se ouvisse perfeitamente a música fora do carro.
Saíram do carro, afastando-se dele ao mesmo tempo que ouviam a música ao fundo. Enquanto andavam, ele de olhos fechados de mão dada com ela, ele pensava onde estaria, enquanto ouvia o som das pedras debaixo dos pés. Não fazia a mínima ideia. Simplesmente sentiu o cheiro a campo. Um aroma fresco a terreno típico do Alentejo que conhece tão bem. Como lhe soube bem tudo isso misturado com o entusiasmo de todo aquele momento, até parece que tudo estava feito com um propósito apesar de ele não fazer ideia de qual. Caminharam até um ponto em que pararam e ela disse:
- Pronto, já chegamos.
Ele simplesmente a sentia á sua frente por ouvir a sua voz e de estar de mão dada com ela.
- Já podes abrir os olhos. - Disse ela com um sorriso nos lábios que, apesar de ele não conseguir ver, percebeu isso pelo tom com que proferiu aquelas palavras que pareciam que abriam a porta de um tesouro, qual Ali-bába a dizer Abre-te sésamo.
Ele assim fez, abriu os olhos e, bastante espantado, olhou á sua volta reconhecendo imediatamente o local para onde ela o tinha conduzido.
- Não acredito. Tu és louca. O que estamos aqui a fazer? - Perguntou ele.
- Gostaste da surpresa? Reconheces o sítio? - Perguntou ela com um sorriso rasgado nos lábios.
Estavam num sítio por si só mágico e que acredita-se que no tempo da pré-história era algo ligado a crenças, astronomia e mitologia. Estavam num conjunto largo de pedras levantadas ao alto, menires pequenos, dispostos de uma maneira ordenada formando um círculo estranho quase parecido a Stonehenge na Inglaterra mas diferente, sob um céu estrelado numa noite fria de Outubro.
- Sim princesa adorei a surpresa e claro que reconheço o sítio, mas porquê? - Perguntou ele espantado e esfregando os olhos para se habituarem á luz.
- Ainda não percebeste porque te trouxe aqui?
- Não princesa, ajuda-me lá a perceber.
Ao dizer isto, ela abraçou-se a ele ficando com a cabeça encostada ao peito dele e disse:
- Lembras-te da última vez que estivemos aqui?
- Sim claro que lembro. Estivemos aqui juntos num passeio de domingo já á algum tempo.
-Exacto. E lembraste o que te confessei depois de termos estado aqui?
- Sim claro, como me poderia esquecer? Disseste-me que nessa vez te deu uma enorme vontade de me beijar mas não o fizeste com medo da minha reacção.
- Exacto. E mesmo assim não estás a perceber porque te trouxe aqui hoje?
- Desculpa mas não princesa. - Respondeu ele com algo a vaguear-lhe na cabeça mas com medo de a dizer por não querer ser precipitado.
Ele pensou que talvez aquela altura seria a que á tanto tempo esperava, a altura do beijo, mas de pronto dizia para si próprio que não era e que não deveria ser precipitado com as coisas porque estava a pensar coisas que não eram. Mas era estranho porque todo o momento, sítio e atitudes levavam a querer que era, mas mesmo assim não arriscou.
- Estou a ouvir o teu coração bater. - Disse ela.
- Ai sim, então e o que é que ele te está a dizer?
- Não sei. Diz-me antes tu.
- Ele está a dizer-te que gosta muito de ti.
- Sim e mais?
- Está a dizer que és tu quem o faz bater assim feliz.
- Sim e que mais?
- Está a dizer que não existe sem ti. - Respondeu ele novamente sem saber onde ela queria chegar, ou talvez soubesse?
Estavam em silêncio quando ela finalmente lhe disse num tom carinhoso:
- É agora estúpido!
Ele finalmente percebera que aquilo que lhe passava na cabeça desde o princípio, era mesmo o que ela pretendia e aí apertou-a de encontro ao seu peito, beijou-a na cabeça, baixou um pouco a boca até junto ao ouvido dela e perguntou-lhe suavemente:
- Queres namorar comigo?
Ela simplesmente levantou a cabeça e respondeu-lhe encostando os seus lábios aos dele num beijo apertado e á muito esperado. Esse beijo demorou algum tempo, o tempo para surgir na mente dele se não estaria a sonhar ou a delirar. Mas o sentir o corpo dela encostado ao seu, o sabor daquele beijo que tardava e o frio da noite que os cobria faziam com que se apercebesse que estava a viver uma realidade que á muito desejava e que finalmente tinha chegado. Mantiveram-se assim juntos, perdidos num mundo e momento perfeitos que pareciam criados apenas para eles os dois, a trocar uns comentários e a sorrirem um para o outro quando foram interrompidos pelos faróis de um carro que se aproximava. Nesse momento dirigiram-se para o carro que continuava ligado e com a música alta e arrancaram.
Nessa noite, após a ter deixado em sua casa, ele ficou acordado até tarde vivendo e revivendo aquele momento especial repetidamente. Fê-lo acordado até o sono e o cansaço o vencer, mas continuou a fazê-lo enquanto sonhava.
Assim que acordou pela manhã, esse momento voltou-lhe á memória e pensou, mais uma vez, se não teria sido um sonho mas rapidamente se lembrou que tinha sido mesmo verdade e tudo acontecera na noite anterior, na data de 30 de Outubro de 2009 juntamente com uma música…
girl you see me smiling
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Socorro...
Enfim, melhores dias se esperam mas até lá temos que gramar com eles... até mudar de canal.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
30-10-2009 23:54 algures...
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Hoje apetece-me...
E no entanto com esta escrita, estou a contribuir para o aumento das “lamechices” nos blogues de que falava atrás. Quem sabe quantos como eu vieram aqui procurar algo interessante e deparam-se com mais uns textos de um Romeo triste pela sua situação amorosa? Se acontece isso contigo que estás a ler este post, desde já as minhas desculpas. Prometo que para a próxima escreverei algo mais interessante e que não tenha a ver com o foro pessoal e amoroso. Não quero tornar este blogue num “Muro das Lamentações” amoroso.
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Paz interna...
"Os homens já se esqueceram desta verdade - disse a raposa. - Mas tu não te deves esquecer dela. Ficas responsável para todo o sempre por aquilo que cativaste".
-O Principezinho - Antoine de Saint-Exupéry
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Quero-te...
E sei que tu me queres também.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Com o tempo aprendemos...
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Uma "experiência" nova...
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Este sentimento...
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Um exemplo a seguir...
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Ninguém te ama como eu...
"Ninguém te ama..."
Quanto esperei este momento
Quanto esperei que estivesses aqui
Quanto esperei que me amasses
Quanto esperei que viesses a mim
Eu sei o que tens sofrido
Eu sei porque tens chorado
Sei bem o que tens vivido
Sempre estive a teu lado
Pois ninguém te ama como eu
Ninguém te ama como eu
Olha p´ra cruz é a minha maior prova
Ninguém te ama como eu
Pois ninguém te ama como eu
Ninguém te ama como eu
Olha p´ra cruz foi por ti foi porque te amo
Ninguém te ama como eu
Eu sei bem o que me dizes
Mesmo que ás vezes não fales
Eu sei bem o que tu sentes
Mesmo que nunca o partilhes
A teu lado eu caminharei
Junto a ti eu sempre estive
Tenho sido o teu apoio
Sou o teu melhor amigo...
Pois ninguém te ama como eu
Ninguém te ama como eu
Olha p´ra cruz é a minha maior prova
Ninguém te ama como eu
Pois ninguém te ama como eu
Ninguém te ama como eu
Olha p´ra cruz foi por ti foi porque te amo
Ninguém te ama como eu
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Surpresa...!!!!!!
E mais não digo...
O futuro é já amanhã... Porquê querer adivinha-lo?
Não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho...
Só temos que aguardar... por isso aguardem...
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Estado de sentimento...
Meu Deus, faz o fim disto tudo chegar rápido por favor...
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Vale a pena pensar nisto...
"Lençol sujo..."
Um casal recém-casado, mudou-se para um bairro muito tranquilo. Na primeira manhã que passavam na casa nova, enquanto tomavam o pequeno-almoço, a mulher reparou, através da janela, numa vizinha que pendurava lençóis na corda e, comentou com o marido:
- Que lençóis sujos ela está a pendurar no estendal. Está a precisar de um sabão novo. Se eu tivesse intimidade ia lá perguntar se ela quer que eu a ensine a lavar roupa!
O marido observou calado. Alguns dias depois, novamente durante o pequeno-almoço, a vizinha pendurava lençóis no estendal e a mulher comentou com o marido:
- A nossa vizinha continua a pendurar os lençóis sujos! Se eu tivesse intimidade perguntava-lhe se ela quer que a ensine a lavar roupa!
E assim , a cada dois ou três dias, a mulher repetia o seu discurso enquanto a vizinha pendurava a roupa na corda. Passado um tempo a mulher surpreendeu-se ao ver os lençóis muito brancos a serem estendidos e, empolgada foi dizer ao marido:
- Vê, ela aprendeu a lavar roupa! Será que outra vizinha a ensinou?
O marido calmamente respondeu:
- Não, hoje eu levantei-me mais cedo e lavei os vidros da nossa janela!