terça-feira, 18 de agosto de 2009

Deus escreve direito por linhas tortas… Sem dúvida…

Quem nunca se lembrou deste provérbio ao longo da sua vida? Quem nunca teve nenhum episódio ocorrido durante a mesma onde este mesmo provérbio assentava que nem uma luva? Pois é, ninguém, mesmo sem nos apercebermos já tivemos de certeza alguma coisa ocorrida e que não foi a mais justa mas que com o passar do tempo ela tomou o rumo certo e desejado. Falo hoje neste provérbio que, acreditem, já surgiu em muitos episódios da minha vida, e que já vinha com ele bem presente na minha cabeça relativamente a vários episódios de uma “situação” que se tem vindo a arrastar desde á um tempo para cá e teve o fim (para já) previsto e desejado (em certa parte e não no total). Ora, ao longo do tempo de toda esta “situação” houve muitas “linhas tortas” e que facilmente nos apercebíamos disso, não é preciso um curso superior para perceber isso garanto-vos, e que levava e ainda leva ao sofrimento de um dos intervenientes como também das pessoas que gostam e são amigas do mesmo(a) e onde o outro interveniente vivia como se nada fosse, indiferente, egoísta, onde outros ficavam a ver isto tudo se desenrolar á frente dos olhos sem que nada pudessem fazer. Isso sem duvida que é uma penitência dura e difícil de digerir, nem imaginam quanto. Estou consciente que houve “linhas direitas”, nunca disse que não houve e neste momento afirmo o mesmo, mas tenho consciência, minha e através do(a) mesmo(a) interveniente, que foram poucos e os que houve até foi de estranhar mas foram aproveitados com vontade de se eternizarem, o que não aconteceu. Posta esta situação toda e vendo que há pessoas que simplesmente não merecem quem se cruza nos caminhos dela, acreditem ou não, Aquele grande Senhor lá de cima intrometeu-se e deu uma “mãozinha”, resta saber se essa ajuda é aproveitada a favor da pessoa que mais sofreu, a ver vamos… O futuro o dirá…
Ele faz-nos estas “partidas sentimentais”, para nos apercebermos e aprendermos lições de vida acerca de pessoas que não merecem quem é bom e respeitador para elas. Espera-se que ao ser assim, se receba do mesmo modo mas infelizmente quase nunca é assim. Mesmo não recebendo em troca devemos ser correctos e respeitadores para essas mesmas pessoas para que a nossa consciência fique tranquila quanto a isso e que leve a outra pessoa a pensar nisso mesmo, que apesar de todo o mal que nos fez, continuamos a respeitar e a ser correctos, e quando a outra pessoa se aperceber (se é que se apercebe) chama-se a isso “Chapada de luva branca” e acreditem que faz mossa na consciência de quem é minimamente humano. Depois desta situação ocorrida e quando nos apercebemos do mal feito, muitas vezes já é tarde e não há volta a dar.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

One life, live it well...

Pois é, foi com este slogan que vivi as minhas férias na companhia de dois grandes amigos para os lados de Alvor – Portimão. Com esse intuito partilhado na vontade de todos vivemos intensamente todos os dias á grande, á patrão, á rei e especialmente á “Macho Alfa da Praia de Alvor”. Tivemos desde grandes dias de praia de manhã até perto do pôr-do-sol, fazer figuras e macacadas na praia como se de putos de tratassem (e acreditem que soube muito bem), fritar ao sol como se não houvesse amanhã, noitadas em grande e bem divertidas, noitadas menos boas devido a factores surpresa, etc. Mas a cereja no topo do bolo foi sem dúvida a “festa da entremeada” no parque de campismo onde estávamos comodamente e á grande hospedados. É a típica festa “tuga” com o grelhador feito de metade de um bidon metálico onde como “operador qualificado” do mesmo grelhador temos o homem de blusa de mangas á cava sempre com o seu “combustível” (cerveja) numa mão enquanto com a outra vai orientando a grelha cheia de carne a assar e com o agradável aroma e fumo no ar, enquanto ao seu redor se bebem doses industriais de cerveja, isto tudo com o som de um karaoke também ele tipicamente tuga não tivesse ele o nome de “Karaoke do careca do norte” (Lindo!). Escusado será de dizer que nós os três fomos os animadores daquela gente toda porque além de muita alegria e vontade de convívio já tínhamos o “depósito atestado” e isso é sinónimo de diversão e espontaneidade. Foi uma noite deveras divertida de convívio com pessoas que desconhecíamos até ali mas que ficaram amigas e com saudades de lá voltarmos, tal não foi a festa. Mas as férias não foram só isto, tiveram muitos mais momentos marcantes e que se fosse a relatar tudo, nunca mais saía daqui e depois ficavam a saber mais que eu, e só quem esteve lá sabe o quão divertido foram estas mini férias “somente” com três Amigos.
São momentos como estes que passei com dois grandes amigos meus, que fazem-nos aperceber de que se estivermos rodeados de alguém que é nosso verdadeiro amigo e que nos conhecemos bem e á muito tempo, todo o resto não interessa porque de certeza que irá ser marcante em todos os momentos vividos durante esse tempo e sabemos que podemos contar com esse amigo para tudo porque é verdadeiro. Estes amigos verdadeiros não são de hoje mas sim já de á muito tempo e não me surpreendeu nada que este tempo que passamos de férias tivesse sido do melhor. Para o ano há mais, ou ainda talvez este ano, quem sabe??

VAMOSSSSSHHHHHHHHH….. (Private Joke)

I Got a feeling, that tonight gonna be a good night…
that tonight gonna be a good good night...

Etc...

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Férias, esse tempo diferente…

Pois é, como (quase) toda a gente tem direito, também eu depois de algum esforço vou ter as minhas merecidas férias. Serão mais mini-férias mas mesmo assim vai valer a pena porque estou mesmo a precisar de sair uns dias desta cidade e descansar da rotina diária. Vão ser, como disse, umas mini-férias por ser somente uma semana mas como diz o ditado “Quem se contenta com a sorte, é feliz até á morte”, eu contento-me com pouco e esta curta semana vai parecer um mês (ou não). Outro factor a favor de aproveitar esta semana é ser passada na melhor das companhias, e pergunto eu, qual é a melhor companhia para passar férias? Os amigos claro, e sendo assim vou com os meus amigos para o paraíso de Portimão.
Por este motivo tão válido, não vou postar aqui nenhum post durante a mesma semana, mas assim que regressar cá estarei para continuar a partilhar com todos, tudo o que tenho partilhado até aqui.
Até lá, boas férias para todos…

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Silêncio...




Shhhhhhhhhhh….. Silêncio….

Por definição, Silêncio significa estado de quem se cala, ausência de ruído. Sossego, calma. O silêncio não paira no ar, invade a alma, transcende os espíritos, eleva as energias.Já pensaram realmente no que é o silêncio? Já ouviram realmente o som do silêncio? Não se trata unicamente da ausência de qualquer som mas sim a presença de um som único, relaxante e muito difícil de encontrar. O silêncio…. Como sabe bem ouvir o silêncio numa noite relaxante de descanso onde além do silêncio só ouvimos os sons do nosso pensamento. Se fecharem os olhos durante um período de silêncio, conseguem ouvir sons difíceis de alcançar de olhos abertos. Parece um pouco estranho não é verdade? Mas experimentem, especialmente se tiverem em campo aberto e á noite, vão ver que descobrem sons longínquos que não ouviam de olhos abertos. Já fiz essa experiência e acreditem que resulta. O silêncio ajuda a pensar melhor, a reflectir, a raciocinar correctamente juntamente com a calma circundante que ele acarreta. Há outro tipo de silêncio, o mesmo que ás vezes devemos optar em certas circunstâncias ou assuntos e que se optarmos por nos silenciar, vale bem mais a pena porque ao menos não nos podem acusar de estarmos em silêncio. Aprendi isso mesmo ao longo do tempo e das circunstâncias que têm ocorrido. Muitas vezes o meu silencio é tudo que tenho e isso não me preocupa, pelo contrário, até me agrada. Adoro calar-me, para mim é tão essencial quanto respirar, saber o momento de me calar e de me escutar. As vezes não conseguimos ouvir a nossa própria voz no meio de tanta confusão, e a resposta pode ser tão simples, basta calarmos-nos para poder-mos encontrá-la.Quantas vezes nos encontrámos numa situação onde tudo o que queriamos era quebrar o silêncio que existia no ar e sair falando um monte de coisas, algumas vezes boas, outras, nem tanto… Porém, ele estava ali, firme, forte, e sábio… o Silêncio.É bom saborear o silêncio de uma noite profunda, dentro de uma tenda, a escutar os sons á nossa volta envolvidos nesse mesmo silêncio hipnotizante e deixarmo-nos adormecer…




Silêncio e Tanta Gente

Às vezes é no meio do silêncio
Que descubro o amor em teu olhar
É uma pedra
Ou um grito
Que nasce em qualquer lugar

Às vezes é no meio de tanta gente
Que descubro afinal aquilo que sou
Sou um grito
Ou sou uma pedra
De um lugar onde não estou

Às vezes sou também
O tempo que tarda em passar
E aquilo em que ninguém quer acreditar


Às vezes sou também
Um sim alegre
Ou um triste não
E troco a minha vida por um dia de ilusão
E troco a minha vida por um dia de ilusão

Às vezes é no meio do silêncio
Que descubro as palavras por dizer
É uma pedra
Ou um grito
De um amor por acontecer


Às vezes é no meio de tanta gente
Que descubro afinal p'ra onde vou
E esta pedra
E este grito
São a história d'aquilo que sou


Letra e Música: Maria Guinot

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

1000 visitas…

1000 visitas ao meu blog. É um motivo de muito orgulho e um incentivo muito grande para eu continuar a escrever e a partilhar com todos os que visitam, as coisas que andam á solta aqui por dentro da cabeça.
Até parece que foi ontem que resolvi criar este espaço, e na realidade foi mesmo ontem porque desde o dia 2 de Junho até hoje, dia 3 de Agosto, não passou muito tempo. Apesar de passar pouco tempo, e segundo o respectivo contador de visitas, este blog já teve 1000 visitas (mais ou menos perto disso) e esse facto é deveras gratificante apesar de não serem visitas de 1000 pessoas diferentes, mas mesmo assim é muito bom. Tudo o que foi aqui partilhado foram pensamentos, desabafos, atitudes que de certa forma queria partilhar com as pessoas que visitam este blog, e dessa forma, “aliviar” um pouco a carga dentro da mente. Apesar de não ter muitos comentários aos posts, porque nem todos que visitam o blog comentam o respectivo, sei através de outros(as) que comentam e visitam regularmente o mesmo, que gostam do que aparece aqui escrito, pensado ou simplesmente partilhado e isso faz com que voltem e acompanhem o mesmo blog.
A todos os 1000 visitantes, activos, passivos, identificados ou anónimos, amigos, família e desconhecidos o meu muito obrigado pela visita e por fazerem parte desse grande numero de visitantes. O único prémio que tenho não para o visitante numero 1000 mas para todos os visitantes é a certeza que vou continuar a tentar manter essas expectativas positivas como até aqui porque se mantiverem é sinal que continua no bom caminho e que satisfaz um pouco de todos os que o visitam.
Os pensamentos, esses continuam sem fim…

Do you really believe that love will keep you from getting hurt?

You are tired from all the golden coins you threw in the well that promised things it couldn't do. You have tried to live by what your God has wrote, but those lines ,they don't give you just what you hoped. Do you really believe that love will keep you from getting hurt? Because when you find the one ,you'll open your heart and then ,once it is open, It'll take a little raindrop to get it broken and then you'll know what is hurting. You're hurting. You're hurt. Days go by and pile up crosses on your wall, counting out the hours that you wished for more. You're afraid and you blame it all on yourself as if guilt will give you strength to keep it on…

domingo, 2 de agosto de 2009

Sonhos de várias cores...

Outra vez os sonhos a assombrarem-me os pensamentos. Não consigo deixar de pensar nisso nem sequer de sonhar, tal é a proporção da situação. Inúmeras vezes acordo a meio da noite e imediatamente, sem eu poder controlar, vem-me a imagem dessa pessoa á mente e assalta-me de rompante sem pedir sequer licença. Enquanto estou a tomar o duche matinal surge-me de novo essa silhueta na minha frente e enquanto me olho no espelho, acontece exactamente o mesmo. Meu Deus! Como isto me dificulta todas as atitudes que pretendo tomar e vou tomar. É mais forte do que eu e é uma força incontrolável vá-se lá saber porquê, até porque até á bem pouco tempo eu tinha tudo controlado na minha vida, incluindo esta parte. Ao longo do árduo dia que se estende á minha frente, vejo em tudo o que faço, algo que me lembra essa mesma pessoa. Porque continuo eu nisto? Será que isto não tem volta a dar? Claro que tem, tudo tem solução neste mundo á excepção da morte e por isso mesmo vou tomar a decisão que tenho em mente e vou pô-la em prática porque estou pelas pontas com isto tudo e não mereço mais. É intrigante como certas situações surgem na nossa vida quando pensamos que temos tudo controlado e os fins atingidos, mas a nível de sentimentos não é bem assim porque eles surgem sem que os controlemos mas neste momento vou controlar o que tenho dentro de mim, ai se vou! Chega! Basta! Fim! Esta é a decisão definitiva e o que será, será sem sombra de dúvida. Eu mereço algo que corresponda ás minhas expectativas e dentro dessas expectativas está alguém que me retribua algo e me faça feliz, o que não acontece infelizmente. Chega! Basta, de sonhos interrompidos por alguém que nem sequer deveria surgir nos mesmos mas que surge devido ao subconsciente existente e posto a funcionar antes de adormecer e que de uma forma influente condiciona os sonhos. Eu quero sonhar a cores em vez de preto e branco, e entenda-se preto e branco como uma forma não feliz de sonhar e eu neste momento sonho a preto e branco. Gostaria de sonhar descansado e feliz com alguém que me fizesse feliz e desse modo não é difícil isso acontecer bastando somente sentir-me desejado e amado por alguém. Após o que aconteceu, de todo esperado diga-se de passagem, a minha mente conclui que esta saída é a minha sobrevivência mental e sentimental e sem duvida que vou ser um pouco cínico para garantir isso mesmo da minha pessoa porque, como dizia a outra pessoa, se eu não gostar de mim quem gostará? E pegando nessa afirmação, desde á bem pouco tempo farei disso letra do meu hino pessoal em luta pela minha felicidade, bem-estar e harmonia dos meus sentimentos para quem os mereça, garantidamente.
Eu quero sonhar a cores e ser feliz….

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Textos sem solução, nevoeiro e projecções…

Vezes e vezes sem conta que já passei os olhos, o juízo e o coração por aqueles textos e continuo sem perceber o mínimo de toda a questão. Será que sou eu que sou burro e não entendo, será esta situação complexa demais para se perceber ou será que nem a própria pessoa que os escreveu entende? Parece-me a mim que são três possibilidades/resposta muito válidas visto tudo o que já se passou. Ou então está mesmo feito para não se perceber, mas porque continua isto a acontecer? Porque não se traça um rumo definitivo e acaba todo este imbróglio, dúvida e sofrimento? Não sei mesmo o que dizer, ou talvez saiba mas restrinjo-me a não opinar visto não ter nada a ver com isso mas o que é certo é que me afecta, ui se afecta…. Mas isso nada importa. Parece ser simples de resolver mas compreendo que não o seja visto todo o turbilhão de sentimentos que está misturado com isto tudo, incluindo a razão. Sim a razão, e essa é complicada. Penso que se seguir os instintos básicos de necessidade se consegue resolver isto tudo. Penso que se conseguir chegar á conclusão do que é ser feliz, facilmente vai descobrir o caminho para esse fim, e esse caminho está bem em frente dos olhos mas como já dizia uma amiga minha e com razão “o maior cego é aquele que não quer ver”, pura verdade. Ou será por existir um “nevoeiro” em volta de todo este assunto? Nevoeiro de duvidas, opiniões, incertezas que não deixa ver o que claramente se vê sem a existência disso mesmo, e que dificulta a mais fácil das acções e opções? Nevoeiro que consegue ser rapidamente dissipado se nos ouvirmos a nós próprios juntamente com a razão bem presente na decisão porque sem ela, essa decisão, torna-se algo perigosa para a nossa felicidade.
Vezes e vezes sem conta que já passei a inteligência, o sentimento, a vontade e o querer por aqueles textos e por todos os episódios ocorridos e continuo sem perceber o mínimo de toda a questão.
Arrasta-se esta situação á muito tempo. Arrasta-se como se de um ferido moribundo se tratasse, sofrendo em silêncio buscando o fim desejado mesmo sem saber no que consiste esse fim. Já se arrasta á tempo mais que suficiente e como em tudo chega uma altura em que dizemos “basta!” mas essa altura já foi ultrapassada e mesmo assim se continua, qual masoquista.
Vezes e vezes sem conta dou por mim deitado na minha cama a olhar para o tecto sem sono e a “projectar” no mesmo, toda a situação e as voltas possíveis e imaginárias misturadas com tudo o que quero, mas não passam de isso mesmo, “projecções” e divagações da mente ensonada.
Ou será que tudo não passa de um pesadelo repetitivo?

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Mysterious Girl...

Tanto mistério á volta daquela rapariga que todos os dias pela manhã encontrava na paragem do autocarro. Faço esta pergunta desde que a vi a olhar para mim, além das pessoas conhecidas que todos os dias estão naquela paragem. Quem será? Apesar de morar naquele bairro á 29 anos nunca vislumbrei nas minhas pequenas incursões pelas entranhas do mesmo, tal figura semelhante. Nem me parece que pertença aquele tipo de bairro, diga-se de passagem, não porque seja um bairro mal frequentado mas pelo tipo de pessoa que me parece que é. Direi que tem por volta dos 20 e poucos anos, 25 ou 26, cabelos encaracolados, bem vestida, pose elegante e educada e está sempre com uns óculos escuros brancos, sentada de perna e braços cruzados na paragem do autocarro que passo todas as manhãs. Assim que me via cruzar á sua frente acompanhava com o olhar todo o trajecto que eu fazia até desaparecer. Quem será? Será nova no bairro? Alguma estudante universitária? Não me parece, apesar de a ver sempre sozinha aquela hora da manhã, o que não é normal para estudantes universitários além daquele bairro, pela distância da universidade, não albergar estudantes desse tipo. A julgar pelo horário trabalha nalgum sítio na cidade, pensei eu. Este acontecimento repete-se todos os dias que faço o horário diurno do meu trabalho, e de certa forma, ocupa-me o pensamento assim que entro no carro a essa hora madrugadora. Será que vai lá estar? Será que devo acenar ou vai ela acenar-me? Sim porque já notei que de certa forma tem algum interesse pela maneira como me olha enquanto eu retribuo o olhar, ou será curiosidade como eu? Tenho pena de não fazer o horário diurno tantas vezes quanto queria porque é sempre bom iniciar o dia com essa figura a pairar-nos na mente e no olhar além de suscitar mistério na sua figura. Se por ventura me cruzar com ela na rua, certamente não a reconhecerei se não tiver os adereços pelos quais a conheço, ou se tiver simplesmente o cabelo apanhado. Não sei, quem sabe se seria ela a travar conhecimento? Isto são perguntas que certamente nunca terão resposta visto não ter hipótese de acontecer. A certa altura até cheguei a pensar se não estaria ainda a sonhar enquanto conduzia, mas rapidamente me certificava que não porque se após um duche matinal seguido do pequeno-almoço continuasse a sonhar, então seria um sonho muito real. Não sei, sei que dessa forma misteriosa como surgiu, cativou-me a atenção e a curiosidade sobre a sua identidade. Vou esperar que volte brevemente a fazer o horário diurno para ver se lá continua ou então a curiosidade vai-me obrigar a levantar cedo para me certificar disso. Não sei, o futuro e a curiosidade mo dirá…

domingo, 26 de julho de 2009

Reflexos da estrada...

Foi um domingo que iniciou como muito outros... Sozinho, após o café da tarde a pensar onde iria eu vaguear em mais uma tarde melâncólica deste estranho dia. Após alguns momentos dei comigo a conduzir sem direcção, "Vou até Montemor" pensei mas o certo é que passei Montemor, Vendas Novas, Pegões, etc. ao sabor do prazer de conduzir devagar (confesso que não é normal em mim porque sou adepto das velocidades, qual Shumacher), embalado pela paisagem seca e árida do exterior com o termómetro a marcar uns 37º Graus e que convidava a estar num lugar fresco mas mesmo assim continuei. Ás vezes momentos destes surgem sem aviso, e foi o que me aconteceu. Dei por mim a partilhar com a estrada, muito boa conselheira em certos momentos, as desilusões de alguns episódios recentes da vida que fazem com que conheça cada vez melhor as pessoas e de como esse facto nos ensina a lidar com as mesmas, e á medida que os kilometros passavam ia matutando nesse assunto enquanto que no rádio passava uma música de título irónico "Please keep fighting", ri-me sozinho e comentei para mim mesmo num tom sarcástico " Lindo!". Como disse atrás, são estes pequenos momentos em que estou sozinho que me ajudam bastante a reflectir em assuntos dificeis como o citado em questão, e sei que esse facto vai-me poupar de tomar atitudes ou proferir palavras que não valem a pena, caem em saco-roto ou são interpretadas da forma oposta á qual se pretende que sejam percebidas e aí agradeço estes momentos de ouro em que dá para "arrumar o sótão", fazer limpeza e deitar fora coisas velhas que teimam em continuar arrumadas num canto. Esse assunto trouxe-me á memória episódios antigos, mas foram breves, tão breves que serviram apenas para me lembrar que existiram e que fazem parte do passado e estão prontos a ser esquecidos. Voltando ao assunto que me assaltou a mente desde á um tempo para cá, ganhou novo sentido na noite antes de forma inesperada mas a vida é mesmo assim, acontecem e dizem-nos as coisas sem esperarmos e ainda bem que é assim porque se esperassemos não tinha a menor piada, mesmo sendo uma coisa nada boa mas enfim. Entendo sempre estes acontecimentos espontâneos como lições e aprendizagens para quando temos a mania que já sabemos tudo sobre tudo e todos e mais uma vez agradeço o acontecimento desse facto. O efeito espelho causado pelo calor exterior no alcatrão surte uma função de "passagem no tempo" para reflectir momentos já ocorridos com essa pessoa e que não foram poucos mas também não foram muitos. Digamos que os poucos foram de certa forma intensos devido ao sentimento que existe, e por isso também de certa forma inesqueciveis. É certo que queria muitos mais mas devido a factores que me são alheios, tal não aconteceu e os que foram possiveis viver, foram aproveitados pelo menos da minha parte. Este rol de reflexões foi contínuo ao longo de muitos kilómetros interrompido apenas pelo passar da ponte Vasco da Gama e pela beleza e imponência envolvente do rio Tejo a desenbocar no oceano que cativa a atenção de quem por ele passa, mas se mais estrada houvesse em frente, certamente que continuaria nesta viagem, qual epopeia, pelos reflexos partilhados entre mim e essa estranha confidente que é a estrada. Vou esperar ansiosamente por outro domingo assim porque sem espécie de dúvida que valeu a pena e me orientou nos passos a seguir. Quem disse que as viagens só se fazem bem acompanhadas?

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Que saudades desses tempos...

Neste fim-de-semana dei comigo a pensar em alguns episódios da minha adolescência.De acordo com os reguladores e burocratas de hoje,todos nós que nascemos nos anos 60, 70 e princípios de 80, não devíamos ter sobrevivido até hoje, porque as nossas caminhas de bebé eram pintadas com cores bonitas, em tinta à base de chumbo que nós muitas vezes lambíamos e mordíamos. Não tínhamos frascos de medicamentos com tampas "à prova de crianças", ou fechos nos armários e podíamos brincar com as panelas. Quando andávamos de bicicleta, não usávamos capacetes. Quando éramos pequenos viajávamos em carros sem cintos e airbags, viajar á frente era um bónus. Bebíamos água da mangueira do jardim e não da garrafa e sabia bem. Comíamos batatas fritas, pão com manteiga e bebíamos gasosa com açúcar, mas nunca engordávamos porque estávamos sempre a brincar lá fora. Partilhávamos garrafas e copos com os amigos e nunca morremos disso. Passávamos horas a fazer carrinhos de rolamentos e depois andávamos a grande velocidade pelo monte abaixo, para só depois nos lembrarmos que esquecemos de montar uns travões. Depois de acabarmos num silvado aprendíamos. Saíamos de casa de manhã e brincávamos o dia todo, desde que estivéssemos em casa antes de escurecer. Estávamos incontactáveis e ninguém se importava com isso. Não tínhamos PlayStation, X Box. Nada de 100 canais de televisão, filmes de vídeo, home cinema,telemóveis, computadores, DVD, Chat na Internet. Tínhamos amigos - se os quiséssemos encontrar íamos á rua. Jogávamos ao elástico e à barra e a bola até doía! Caíamos das árvores, cortávamo-nos, e até partíamos ossos mas sempre sem processos em tribunal. Havia lutas com punhos mas sem sermos processados. Batíamos ás portas de vizinhos e fugíamos e tínhamos mesmo medo de sermos apanhados. Íamos a pé para casa dos amigos. Acreditem ou não íamos a pé para a escola; Não esperávamos que a mamã ou o papá nos levassem. Criávamos jogos com paus e bolas. Se infringíssemos a lei era impensável os nossos pais nos safarem.Eles estavam do lado da lei. Esta geração produziu os melhores inventores e desenrascados de sempre. Os últimos 50 anos têm sido uma explosão de inovação e ideias novas. Tínhamos liberdade, fracasso, sucesso e responsabilidade e aprendemos a lidar com tudo. Eu sou um dos que nasceu em 1980 ,sou mto feliz e passei uma infância e adolescência excelentes sem quaisqueres modernices.A maioria dos estudantes que estão hoje nas universidades nasceu depois desta era dos anos 80. Chamam-se jovens. Nunca ouviram "we are the world" e "uptown girl" conhecem de westlife e não de Billy Joel. Nunca ouviram falar de Rick Astley, Banarama ou Belinda Carlisle. Para eles sempre houve uma Alemanha e um Vietname. A SIDA sempre existiu. Os CD's sempre existiram. O Michael Jackson sempre foi branco. Para eles o John Travolta sempre foi redondo e não conseguem imaginar que aquele gordo fosse um dia um deus da dança. Acreditam que Missão impossível e Anjos de Charlie são filmes do ano passado. Não conseguem imaginar a vida sem computadores. Não acreditam que houve televisão a preto e branco. Ao relembrar apenas alguns episódios ou outros acontecimentos marcantes desses tempos, olho para os dias de hoje e vejo uma realidade completamente diferente com os jovens de hoje em dia. O que aconteçe nos dias de hoje é realmente triste. Digo triste porque com as dependências que os jovens hoje têm (Telemóvel, internet e televisão), não se apercebem que desse modo estão a perder uma infância/adolescência que podia ser vivida de uma forma mais intensiva. A culpa em parte não é deles mas sim do desenvolvimento, do progresso e talvez nós na idade deles também fariamos o mesmo e é aqui que me sinto um verdadeiro sortudo por ter nascido no ano de 1980 onde nada disto existia, e devido a esse facto vivi uns tempos de miudo que me vão prevalecer na memória para o resto da minha vida.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Obama - O Presidente desenrascado...

Olá. Nenhum canal televisivo se privou de exibir o episódio, e não estamos só a referir-nos às estações portuguesas. Nada disso. Por esse mundo fora muitas emissoras que transmitiram o breve, mas hilariante momento em que o Presidente Americano Barack Obama interrompe a entrevista que estava a conceder à CNBC (Consumer News and Business Channel) para matar uma irritante mosca que andava a zunir ao seu redor. O estilo descontraído de Obama mais uma vez veio ao de cima, não deixando dúvidas quanto à sua personalidade descontraída e informal, com espírito e gesto perfeitamente sincronizados. Como atrás referi, estava o Presidente dos EUA a conceder uma entrevista à CNBC, quando uma mosca resolveu dar um espectáculo aéreo junto do mesmo, e (como bem sabemos) com aquele ze..ze..ze..ze..ze..ze.. de fazer perder a paciência ao mais calmo. Isto junto da cara, do braço, ou das mãos. E foi esse o grande erro do insecto destemido: pousar na mão esquerda de Obama. O Presidente parou o seu raciocínio, fixou o alvo a abater e com a mão contrária... zás! Era uma vez uma mosca! O jornalista comentou: - logo à primeira! E Barack Obama retorquiu: - Nada mal, pois não! Posto isto levantou-se, puxou de um lenço, apanhou a mosca do chão, foi atirar tudo para um cesto de lixo e voltando ao lugar disse para o entrevistador: - Onde é que nós íamos?
Transportemos agora a cena para o nosso país e imaginemos que qualquer um dos variados políticos ou governante (do mais variado sortido que temos à escolha) se via confrontado com uma cena idêntica à que sucedeu a Obama. O que aconteceria? A personalidade em questão chamava de imediato a sua secretária e esta depois acorreria aos préstimos do chefe de gabinete. A questão seria apenas uma: descobrir se entre os milhares de formulários existentes na lei haveria algum que contemplasse a matéria, e com faculdade de, preenchendo-o devidamente, solicitar superiormente autorização para eliminar uma mosca que invadira território oficial! Aí (e no caso do documento existir) este seguiria a ordem normal. registar-se a saída e entrada do papel nos diversos departamentos onde receberia posteriormente despachos, assinaturas e carimbos. E só na posse dessa autorização a mosca estava tramada e com os dias contados. Só que entretanto ela já marchara para outras paragens.
Se a personalidade em foco e que a mosca tão irritava, não estivesse pelos ajustes e se marimbassse para as autorizações dando-lhe uma palmada e terminando com o episódio, arriscava-se a (pelo menos) duas acusações desagradáveis: acusação de não ter cumprido o que estaria establecido e previsto para o caso e ainda,por parte de associações protectoras de insectos, acusação de mal-tratar animais indefesos.
Finalmente neste século XXI surgiu Barack Obama a dar uma lição singular e de mestre, acerca do que é ser desenrascado. Um bem-haja para o Senhor Presidente, e por acaso o senhor não terá um familiar como você com raízes portuguesas para dar o exemplo como o senhor? Dava jeito... Vamos aguardar que começem a clonar humanos e pode ser que, com sorte, venha uma cópia fiel do destemido Presidente para comandar este barco á deriva que é o nosso país.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Sonhar alimenta-me a alma...

Olá. Quem nunca sonhou? Alguém? Impossivel... É das coisas que sem querermos ou nos apercebermos acontecem sem que tenhamos controlo e em certos casos ainda bem que não controlamos porque se fossem controlados certamente não seriam tão bons. Pois é, como o título diz, sonhar alimenta a alma e sem duvida que isso é importante porque nos dias que correm hoje em dia não é nada dificil só ver desgraças, tristezas e acontecimentos que nos deixam negativos. Toda esta situação á nossa volta pode influenciar o que sonhamos á noite, e digo-vos isto porque já me aconteceu e é muito facil. Se antes de nos deitarmos virmos um determinado filme, com certeza que esse mesmo filme vai influenciar o que se vai passar nos nossos sonhos. Não estou a dizer que isto aconteça sempre mas das poucas vezes que me lembro dos sonhos, alguns tinham a ver de facto com o que li, vi, ouvi ou pensei antes de adormecer. Com isto quero dizer que devemos pelo menos tentar andar com situações e pensamentos positivos dentro de nós, mesmo que seja dificil, para assim sonharmos algo maravilhoso e merecedor do nome de sonho. Hoje em dia os sonhos são das poucas coisas onde ninguém nos diz como devemos fazer, quando devemos fazer ou para serermos quem não queremos ser. São algo livre, selvagem, que não respeita nenhuma rotina ou maneira-tipo de ser, e por esse facto e por tudo o que se passa nesse mundo idealizado pelas nossas necessidades, ambições ou desejos, deve-se manter assim mesmo para disfrutarmos de situações que nunca virão a acontecer, ou quem sabe virão? Por isso se chamam sonhos, e como foi dito é através dos sonhos que grandes mestres da humanidade deram significantes avanços no progresso, basta saber a frase "Deus quer, o homem sonha e a obra nasce". Com esta frase pode-se também entender os sonhos como "via de comunicação" com Deus, quem sabe? Quem nunca sonhou com o próprio Deus a falar connosco ou nós mesmos á procura d´Ele? É bastante interessante pensarmos um pouco sobre isto e tentar perceber os mistérios dos sonhos do homem o que já foi estudado mas devido á complexidade do cérebro humano, chegou-se a poucas descobertas. Vamos continuar a sonhar, a dormir ou acordados, e a aproveitar o facto de essa capacidade humana e não só, sim porque os animais também sonham, para darmos largas ao que realmente ambicionamos e queremos para nós, mesmo que nos pareça absurdo. Se ficarmos com um enorme desejo de alguma coisa guardada no subconsciente, acreditem que quando sonharem, o nosso cérebro vai buscar essa informação "oculta" e insere-a no sonho sem darmos ordem ou percebermos porquê, mas o facto é que ela vai lá aparecer. Como é bom sonhar, a minha alma rejubila de satisfação na plenitude de um sonho bem sonhado...

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Uma mão cheia de nada...

Boas. O tema de hoje faz parte de uma musica de um cantor conhecido. Este tema leva-me a pensar em casos de pessoas que amam alguém e não podem ao mesmo tempo amar essa pessoa visto esse amor não ser correspondido ou simplesmente essa relação não ser possivel devido a maneiras de ser das duas pessoas, circulos de amigos, atitudes, educação, religião, etc. Ao fim de contas essa pessoa está cheia de muitas coisas boas para dar mas acaba por não ter nada. Apesar das várias divergências que enumerei atrás, e outras que não enumerei, ha situações onde acontece que essas duas pessoas tem algo em comum. Uma relação, chamemos-lhe assim. E dessa relação fazem parte as coisas boas e as coisas más obviamente. Momentos de carinho, ternura, atenção alegria, beijos, abraços, o toque á flor da pele são tudo momentos que nos fazem sentir vivos, mortais e que nos fazem esquecer os maus momentos que em certas relações são superiores em numero ás coisas positivas, e depois de muitos momentos maus basta um pequeno momento bom para esquecer tudo e voltar tudo ao mesmo. Ha também situações onde o amor pela outra pessoa é superior mais de um lado do que do outro, e mesmo que tenhamos muito para dar ficamos com as mãos vazias porque a outra pessoa talvez não queira receber ou não entende e aí não vale a pena e devemos guardar o que queremos oferecer, para quem queira receber de espirito e coração aberto. Depois de terminar qualquer relação fica-se sempre com uma sensação de saudade. Esse sentimento pode ser imediato como pode vir crescendo aos poucos e poucos, mas quando surgem certas musicas, datas, objectos, sítios ou nomes é inevitavel não surgirem saudades dessa outra pessoa e compreende-se porque apesar de muitas coisas más, as que ficam guardadas e se recordam com saudade são as coisas boas e agradáveis que passaram juntos e não ha ninguém que apague isso da memória, e aí percebe-se que apesar de todo o mal que a outra pessoa nos fez, no fundo ela amou-nos também. De uma maneira estranha, que cada pessoa tem a sua, mas amou. Cada vez que esta saudade surge, apetece deixar de raciocinar o correcto e voltar a correr para os braços da outra pessoa, mas não pode ser, é dificil mas tem que ser combatido porque senão a vida não continua e ficamos restringidos aquele vai-e-vem de sentimentos. Doi muito amar alguém que sabemos que não podemos ter, por si só essa situação já é uma penitência, mas se para voltar a ser feliz de novo tenho que cumprir essa pena, então assim o seja e esperarei pelo dia da minha saida desta prisão de sentimentos onde a pena infrigida é paga pelo coração.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Esse sítio mítico...

olá a todos. Desde já as minhas sinceras desculpas por não postar nada no fim de semana mas como vos vou contar não me foi de todo possivel visto estar na grande e mítica Aldeia da Ponte. Para quem já lá esteve sabe bem do que estou a falar e certamente vai juntar aos meus adjectivos outros que de igual modo a elevam (e não é para menos). Pois bem, esta aldeia existe a cerca de 20 Kms de Vilar Formoso e é bem perto da fronteira com Espanha e não sei se devido a esse facto, tem tradições tauromáquicas bem antigas. O que se passa nesta aldeia raiana sempre que ha festas (como foi o caso do fim de semana passado, festas em Honra de Sto António) é uma coisa que não se explica:sente-se! Ao ir ás festas ao longo do ano, organizadas pelos respectivos Mordomos (jovens da aldeia responsáveis pela organização das festas e escolhidos nas ultimas festas pelos mordomos anteriores) vê-se, além da demonstração da Fé por parte daquelas pessoas, uma enorme vivência e demonstração de vontade de perpetuar uma tradição com muitos anos: a capeia raiana. Para quem não sabe o que é a capeia raiana, digamos que é uma tourada mas sem cavaleiros nem toureiros mas sim com populares a "tourearem" os respectivos touros. Mas este espectáculo é especial. Digo isto porque sempre que é lidado um touro, o mesmo é confrontado com o "Forcão" (estrutura de pau em forma de triângulo com forcas á frente e que é ostentado por vários homens contra a investida do touro). Sempre que surge esta estrutura, é motivo de orgulho para os raianos visto existir somente nesta região este tipo de tourada e acreditem que é preciso muita bravura e coragem para fazer frente ao animal que são sempre de grande porte e peso. Como já tinha acontecido na Páscoa, onde também estive presente nas festas, foi-me dada a oportunidade juntamente com mais amigos e populares de pegar ao forcão. Não me neguei a aceitar essa oportunidade visto esse previlégio (de pegar ao forcão) ser somente dado a pessoas da Aldeia da Ponte ou com familiares da mesma, mas quando são festas mais pequenas (Páscoa, Sto António e outras) é dada essa oportunidade a quem se sinta com vontade, mesmo não sendo da terra, visto em Agosto nas grandes festas da aldeia somente irem pegar ao forcão gentes originais ou com raizes daquela terra. Esta foi a 4ª vez que por terras raianas andei e cada vez gosto mais e me sinto bem entre aquelas pessoas simples, modestas, acolhedoras e bastante valentes que são as pessoas da Aldeia da Ponte. Aconselho a quem gosta de touradas e tauromaquia a visitar essa aldeia em alturas de capeia e de certeza que irão querer voltar outra vez porque é um sitio unico. Se Deus quiser por alturas de Agosto lá voltarei.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

O nosso Planeta...



Olá a todos. Hoje ao dirigir-me pela manhã para o trabalho deparei-me no meio do (pouco) trânsito com um veículo de transporte de mercadorias bastante velho e fumarento que ao arrastar-se pela via vagarosamente deixava um intenso, espesso e escuro rasto de poluição (nuvem de fumo). Ao ver este episódio dei comigo a tentar imaginar a quantidade de veículos nesse mesmo estado que circulam não só em Portugal mas em todo o mundo e não foi dificil imaginar que certamente serão milhões deles, especialmente em países do 3º mundo (paises mais pobres). Ao pensar nesses numeros assustadores, vou irremediavelmente pensar no impacto ambiental que esses "monstros poluentes" tem no nosso Planeta Terra. Pois bem, é aqui que me cruzo com um acontecimento irónico que é o facto de á bem pouco tempo ter visto um filme (O dia em que a terra parou) que fala sobre isso mesmo, ou seja, o mal que nós estamos a fazer ao "nosso" próprio planeta. Escrevi a palavra "nosso" entre aspas porque há uma parte em que os aliens que invadem o nosso planeta questionam-nos sobre isso mesmo? "Vosso planeta? Quem vos disse que o planeta é vosso?" E esta frase enche-se de verdade porque quer queiramos quer não, o planeta é de todos os habitantes dele mesmo e não exclusivamente nosso. Como referi um pouco atrás, esses Aliens em forma de humanos, encarnado pelo grande actor norte-americano Keanu Reeves (Matrix, Speed - Perigo a alta velocidade, etc.)tem uma unica missão: exterminar a raça humana para garantir a sobrevivência do planeta. Claro que como a grande maioria dos filmes, é ficção mas mesmo sendo dá-nos que pensar, pelo menos a mim deu. Já pensaram que o mal de todo o planeta somos nós próprios? Que se não existíssemos, o planeta juntamente com todas as especíes que nele habitam, conseguia existir de um modo mais saudável e duradouro? Será que não somos suficientemente inteligentes para mudar isto tudo para melhor e assim garantir um futuro melhor ao planeta e ás gerações vindouras? Pois é, são perguntas que ecoam nas mentes de milhões de pessoas mas que muitas ignoram e continuam a "matar" o planeta. Todos os dias são praticados inumeros crimes ambientais ao planeta e muitos deles passam impunes o que é de lamentar, e porque será que o ser humano não vê o mal que faz ao planeta? Porque tá obcecado pela ganância do dinheiro e do "ter" cada vez mais e melhor, esquecendo-se da base de tudo e de toda a existência que sem ele nada poderá existir: o nosso planeta terra. Deixo um apelo para que todos contribuam no sentido de mudar esta mentalidade e de preservarmos o nosso unico planeta (porque não temos outro) e termos gestos de humanos conscientes, inteligentes e respeitadores do meio ambiente. Não custa nada, a sério, é mesmo muito simples, basta querer... Porque se não cuidarmos e defendermos o nosso planeta, quem o fará?

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Quanto vale um valor?



Olá a todos. Como todos já devem saber através dos media, parece que a coqueluche portuguesa (qual Zé Povinho) Cristiano Ronaldo, CR7, garanhão dos relvados ou o que lhe quiserem chamar, vai finalmente para o grande clube espanhol Real Madrid ou porque não depósito de galáticos. Essa "pequena" compra por parte do clube blanco ao Manchester United vai envolver a módica quantia de 93 Milhões de euros!!!!! (mais milhão menos milhão porque isso pouco importa para eles). Com estes valores divulgados eu pergunto-me: e a crise? Onde anda ela para estes clubes de futebol que chegam a ser mais ricos que certos países do mundo? Pareçe que não os afecta minimamente e chegam até a ser irónicos ao oferecer tantos milhões de euros em tempos que andamos a contar cêntimos, inclusivé alguns grandes clubes de futebol do país, europa e do mundo. De onde vem tanto dinheiro já que as pessoas na grande maioria não se podem dar ao luxo de ir gastar dinheiro num mero jogo de futebol nem para comprar a blusa do Mantorras. Penso que os patrocinadores destes clubes, de certa forma, também sente a crise no pêlo e não estão dispostos a abrir os cordões á bolsa só para satisfazer os caprichos do presidente "louco sonhador" Florentino Perez. Não percebo, juro que não, quando há inúmeras instituições de solidariedade em Espanha e no resto do mundo a precisar de "trocos" para conseguir sobreviver e levar a bom porto a sua missão de ajudar quem precisa, e vêem estes ricaços esbanjar assim 93 milhões de euros como se de um euro se tratasse. Para mim isto é o cúmulo do gozo. Penso eu, e se calhar até estou mal corrijam-me sff, que ficava muito melhor ouvir uma notícia do Real Madrid ou de qualquer outro clube de futebol do mundo mas a dizer que tinha pago a construção de um novo hospital pediátrico, ou que construiu um lar para pessoas idosas e sem posses ou qualquer outra notícia mas do foro social e de ajuda ao próximo. Perdoe-me o Cristiano Ronaldo, mas todo este dinheiro não vale a pena ser gasto nele só porque sabe chutar bem a bola em direcção á baliza adversária e que com isso vende muitas camisetas com o numero 7. Já pensaram no que dava para fazer só em Portugal(que bem precisa) com todo esse dinheiro? Meu Deus! Tanta coisa... E pensar que para o meu agrupamento de escuteiros, ter uma sede nova são precisos muitos euros mas que ao olhar para estes valores gastos com um jogador são restos de restos de migalhas e no entanto o nosso objectivo é a ajuda aos outros, a educação de pessoas para uma sociedade melhor, e não dar chutos numa bola. Podemos olhar a um exemplo correcto e bem conseguido de um clube também espanhol e do mesmo campeonato do Real Madrid. Estou-vos a falar do Barcelona que durante muitos anos não autorizou patrocínio algum nos seus equipamentos visto esses mesmos patrocínios tirarem a beleza natural do referido equipamento blaugrana. E mesmo com o assédio dos Tubarões dos patrocinadores conseguiram resistir até á 2 anos atrás onde aceitaram colocar a sigla Unicef em prol dos mais desfavorecidos e não pelo próprio bem financeiro onde ao usar as iniciais daquela instituição mundial no equipamento, os mesmos (Unicef) ganham um x de dinheiro. Atitudes como esta são raríssimas nos dias de hoje e tem que se louvar quem foi o idiota (no bom sentido) desta acção.Quanto acham que vale uma atitude assim? Bem mais que 93 milhões de euros sem duvida... É pena que não se sigam os bons exemplos de hoje em dia, porque os maus seguem-se todos os dias e muito mais frequentemente. Um obrigado ao Barcelona pela sua atitude e um ponto negativo ao Real Madrid pelos euros gastos desmesuradamente. Sim porque há campeonatos que não se ganham com milhões de euros mas com gestos e atitudes de valor...

quarta-feira, 10 de junho de 2009

A fonte da Felicidade...



olá a todos. Hoje escrevo-vos este post desde as terras longíquas de Penafiel e com uma paisagem lindíssima do Rio Paiva como pano de fundo, e mesmo com esta paisagem inspiradora não me ocorria nada para escrever até que uma amiga minha me sugeriu o tema acima referido (desde já o meu obrigado por essa ajuda). A felicidade de cada pessoa depende de vários factores, e esses mesmos factores são delineados pelas próprias pessoas. Penso que no geral, a felicidade alcança-se quando os objectivos para esse fim são cruzados, objectivos esses que são algo que a pessoa faz e que se sente bem ao fazê-los e ao mesmo tempo traz felicidade a si própria. Pois bem, vou tentar falar um pouco do que me faz feliz. Acima de qualquer coisa mundana ou pessoa vem sempre Deus porque sem Ele não é possivel haver felicidade visto ser Ele mesmo a fonte de toda a felicidade do mundo. A familia, como sempre, vem de seguida, e apesar de estar neste momento a atravessar uma fase "menos boa" no seio da mesma, ela continua como ponto fulcral da felicidade através de especialmente dos membros mais novos do "Clã", elementos esses que são o futuro da mesma e nos dão a felicidade de os ver crescer ao longo dos anos e a dar continuidade não só á familia mas também, e iconscientemente, á raça humana. Os amigos são imediatamente a seguir á familia, um dos pontos-base da minha felicidade e tenho que agradecer a todos eles muitos momentos de alegria, partilha e convívio que me ajudaram a crescer e que todos os dias me ajudam a tonar no homem que hoje tento ser. Com estes três pontos-base garanto a minha felicidade e tudo o que faço para ser feliz passa irremediavelmente por quaquer dos três. A ajuda ao próximo, o serviço, a partilha de felicidade são outros focos onde obtenho facilmente prazer e a dita felicidade ao fazê-los. Como foi descrito num post anterior aqui no blog (que fala sobre dar-nos aos outros), eu sinto que ao ajudar os outros que necessitam estou dessa forma a transmitir-lhes alguma alegria, esperança e porque não felicidade, já que quando os mesmo recebem esses gestos esboçam sorrisos de satisfação, e com este desfecho, porque não considerar esse acto motivo de felicidade? Eu tenho a certeza, pelo menos para mim, que obtenho felicidade com a felicidade dos que ajudo, dos meus amigos e da minha familia. Obviamente que se Deus nos vê felizes e sempre com Ele, certamente também o é e nós sentimos facilmente a alegria de Deus reflectido nas oferendas com que nos deparamos ao longo da nossa vida e que Lhe agradecemos. A maior oferenda que vem de Deus, é a nossa própria felicidade obtida através da felicidade das pessoas que amamos. E vocês? Onde buscam felicidade? Já pensaram nisso?

terça-feira, 9 de junho de 2009

A insatisfação do Ser Humano...


Olá. Como já devem ter reparado pelo título do post de hoje, vou tocar num assunto sensível e que valeria a pena pensarmos nisto. A nossa insatisfação pessoal. Resolvi postar sobre este assunto porque ao ir tomar café á hora de almoço, a pessoa que me serviu o café não parava de resmungar por causa do excesso de pessoas para atender. Fiquei muito confuso ao ver esta situação porque nos dias de crise que correm hoje em dia, não só nalgumas fábricas mas em tudo em geral, o facto de ter casa cheia é sinónimo de ganhos (penso eu, corrijam-me se estiver errado) ou será que era preferivel ter a casa ás moscas e com dívidas? Vou preferir pensar que aquela atitude foi um "desabafo" causado pelo stress ou cansaço do indivíduo e não tomada com total consciência das dificuldades dos dias de hoje. Mas se estivermos atentos no nosso dia-a-dia não faltarão de certeza exemplos práticos iguais a estes o que deixa qualquer pessoa consciente, a matutar no assunto, que foi o que me aconteceu. Todos nós sabemos (penso eu de que, como diria o Papa Pinto da Costa bah!) que o ser humano é insatisfeito por natureza, basta atentar á letra da canção do António Variações que é bem conhecida e toda a letra é pura verdade (... estou bem aonde não estou porque eu só quero ir aonde não vou... vocês sabem o resto) mas devemos tar conscientes da nossa insatisfação e não deixar que ela se manifeste em excesso porque não estamos em tempos de "vacas gordas" propriamente, devemos sim aproveitar todas as oportunidadesque surjam para ajudar a ultrapassar esta malfadada crise, e uma casa (leia-se café) cheia de clientes É uma grande ajuda para esse facto e não para o contrário. Outro exemplo, e agora fora do contexto do anterior mas dentro do mesmo tema, é sermos um pouco esquisitos com a comida que nos apresentam durante as refeições (e contra mim falo, atenção). Quando a mãmã nos apresenta a refeição do dia e dizemos: "Opah batatas com carne?? Apetecia-me bacalhau...", nessa altura devemos de agradecer pelo que temos e não tomar essa atitude porque basta pensarmos nas outras pessoas, dentro do nosso próprio país e não só, que não tem uma refeição digna para comer. Eu sei que este exemplo tá muito gasto, mas dei-o porque hoje em dia este exemplo surge de novo mas de uma forma "disfarçada". E porque digo "disfarçada"? Porque ha muita gente por este país que andam numa miséria "camuflada", ou seja, estão na miséria devido a vários factores mas tem vergonha do admitir e de pedir ajuda. E porquê? Porque um dia tiveram mais dinheiro, bons carros e boas casas mas agora não tem. É normal aparecer nas noticias casos destes (já estou a entrar noutro assunto, em frente...). Por isso cada vez que nos servem algo que gostamos menos, vamos fazer um esforço e tentar mudar isso (estou a tentar, a sério que sim porque até já como bróculos nham!) e dar graças pelo que temos. Vamos lutar contra a nossa "insatisfação" que nos tá no sangue e aproveitar o que nos é dado.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Eleições europeias...


Olá pessoal. Como é do vosso conheçimento, ontem (domingo), foi dia de irmos ás urnas exercer o nosso direito de voto que custou tanto a conquistar mas para a esmagadora maioria dos portugueses isso passa completamente ao lado porque preferem passar um dia de papo para o ar na ronha a dar mais percentagem á abstenção do que cumprir o dever de cidadão português e votante. Nestas eleições europeias o valor da abstenção chegou aos 62%!! valor que não me deixa surpreendido e que ao longo dos tempos tem vindo a ser normal, facto que demonstra o quanto a maioria dos portugueses se interessa pela representação portuguesa na europa, ou seja, abstem-se. E por este facto concreto se percebe que é grave porque isso não é só reflexo de não irem votar mas também de não gastarem nenhum tempo a preocuparem-se com a vida politica do país (também não é a minha onda, mas voto). Por acaso sabiam que um dos "requisitos" para ser Presidente da República é nunca ter deixado de ir votar uma unica vez? (que pena, já não posso ser presidente da república) Ah pois é, para quem quer um dia governar o nosso país, vale a pena pensar nisso. Como já tinha dito antes, eu não sou muito virado para as politicas mas esse facto não me impede de ir votar nem de deixar acompanhar o dia-a-dia do governo do nosso país. Em tantos direitos que nos tiram vamos aproveitar este que ainda temos e que tanto nos custou a ganhar. Com este apelo não tou a fazer campanha politica por ninguém, mas sim por nós próprios e pelo nosso país. Portugal a nivel de estatística (e não só), como sempre, surge no pelotão dos primeiros mas sempre nos assuntos negativos, neste caso da abstenção, como um dos países da europa onde houve mais abstenção. Será que queremos continuar que os outros países da europa oiçam falar do nosso pequeno país somente pelas razões negativas ou por causa do futebol ou algum jogador? Eu sei que é muito dificil mudar de um momento para o outro mas se todos contribuir-mos para o mesmo, remar-mos todos no mesmo sentido, certamente levaremos este "barco" a bom porto para bem de todos. Também sei que a taxa de desmotivação é elevada, devido a vários factores que todos os dias ouvimos nas notícias, mas não podemos deixar que isso influencie as nossas atitudes e nos leve a descurar o sentido de responsabilidade de nos preocupar-mos com os destinos do nosso país. Nas próximas legislativas lá estarei para votar e não fazer parte dos niveis de abstenção, e gostava que tal facto acontecesse com a maioria dos portugueses, mas já sei que vai ser igual, ou pior.