Quem nunca se lembrou deste provérbio ao longo da sua vida? Quem nunca teve nenhum episódio ocorrido durante a mesma onde este mesmo provérbio assentava que nem uma luva? Pois é, ninguém, mesmo sem nos apercebermos já tivemos de certeza alguma coisa ocorrida e que não foi a mais justa mas que com o passar do tempo ela tomou o rumo certo e desejado. Falo hoje neste provérbio que, acreditem, já surgiu em muitos episódios da minha vida, e que já vinha com ele bem presente na minha cabeça relativamente a vários episódios de uma “situação” que se tem vindo a arrastar desde á um tempo para cá e teve o fim (para já) previsto e desejado (em certa parte e não no total). Ora, ao longo do tempo de toda esta “situação” houve muitas “linhas tortas” e que facilmente nos apercebíamos disso, não é preciso um curso superior para perceber isso garanto-vos, e que levava e ainda leva ao sofrimento de um dos intervenientes como também das pessoas que gostam e são amigas do mesmo(a) e onde o outro interveniente vivia como se nada fosse, indiferente, egoísta, onde outros ficavam a ver isto tudo se desenrolar á frente dos olhos sem que nada pudessem fazer. Isso sem duvida que é uma penitência dura e difícil de digerir, nem imaginam quanto. Estou consciente que houve “linhas direitas”, nunca disse que não houve e neste momento afirmo o mesmo, mas tenho consciência, minha e através do(a) mesmo(a) interveniente, que foram poucos e os que houve até foi de estranhar mas foram aproveitados com vontade de se eternizarem, o que não aconteceu. Posta esta situação toda e vendo que há pessoas que simplesmente não merecem quem se cruza nos caminhos dela, acreditem ou não, Aquele grande Senhor lá de cima intrometeu-se e deu uma “mãozinha”, resta saber se essa ajuda é aproveitada a favor da pessoa que mais sofreu, a ver vamos… O futuro o dirá…
Ele faz-nos estas “partidas sentimentais”, para nos apercebermos e aprendermos lições de vida acerca de pessoas que não merecem quem é bom e respeitador para elas. Espera-se que ao ser assim, se receba do mesmo modo mas infelizmente quase nunca é assim. Mesmo não recebendo em troca devemos ser correctos e respeitadores para essas mesmas pessoas para que a nossa consciência fique tranquila quanto a isso e que leve a outra pessoa a pensar nisso mesmo, que apesar de todo o mal que nos fez, continuamos a respeitar e a ser correctos, e quando a outra pessoa se aperceber (se é que se apercebe) chama-se a isso “Chapada de luva branca” e acreditem que faz mossa na consciência de quem é minimamente humano. Depois desta situação ocorrida e quando nos apercebemos do mal feito, muitas vezes já é tarde e não há volta a dar.
Ele faz-nos estas “partidas sentimentais”, para nos apercebermos e aprendermos lições de vida acerca de pessoas que não merecem quem é bom e respeitador para elas. Espera-se que ao ser assim, se receba do mesmo modo mas infelizmente quase nunca é assim. Mesmo não recebendo em troca devemos ser correctos e respeitadores para essas mesmas pessoas para que a nossa consciência fique tranquila quanto a isso e que leve a outra pessoa a pensar nisso mesmo, que apesar de todo o mal que nos fez, continuamos a respeitar e a ser correctos, e quando a outra pessoa se aperceber (se é que se apercebe) chama-se a isso “Chapada de luva branca” e acreditem que faz mossa na consciência de quem é minimamente humano. Depois desta situação ocorrida e quando nos apercebemos do mal feito, muitas vezes já é tarde e não há volta a dar.












Tanto mistério á volta daquela rapariga que todos os dias pela manhã encontrava na paragem do autocarro. Faço esta pergunta desde que a vi a olhar para mim, além das pessoas conhecidas que todos os dias estão naquela paragem. Quem será? Apesar de morar naquele bairro á 29 anos nunca vislumbrei nas minhas pequenas incursões pelas entranhas do mesmo, tal figura semelhante. Nem me parece que pertença aquele tipo de bairro, diga-se de passagem, não porque seja um bairro mal frequentado mas pelo tipo de pessoa que me parece que é. Direi que tem por volta dos 20 e poucos anos, 25 ou 26, cabelos encaracolados, bem vestida, pose elegante e educada e está sempre com uns óculos escuros brancos, sentada de perna e braços cruzados na paragem do autocarro que passo todas as manhãs. Assim que me via cruzar á sua frente acompanhava com o olhar todo o trajecto que eu fazia até desaparecer. Quem será? Será nova no bairro? Alguma estudante universitária? Não me parece, apesar de a ver sempre sozinha aquela hora da manhã, o que não é normal para estudantes universitários além daquele bairro, pela distância da universidade, não albergar estudantes desse tipo. A julgar pelo horário trabalha nalgum sítio na cidade, pensei eu. Este acontecimento repete-se todos os dias que faço o horário diurno do meu trabalho, e de certa forma, ocupa-me o pensamento assim que entro no carro a essa hora madrugadora. Será que vai lá estar? Será que devo acenar ou vai ela acenar-me? Sim porque já notei que de certa forma tem algum interesse pela maneira como me olha enquanto eu retribuo o olhar, ou será curiosidade como eu? Tenho pena de não fazer o horário diurno tantas vezes quanto queria porque é sempre bom iniciar o dia com essa figura a pairar-nos na mente e no olhar além de suscitar mistério na sua figura. Se por ventura me cruzar com ela na rua, certamente não a reconhecerei se não tiver os adereços pelos quais a conheço, ou se tiver simplesmente o cabelo apanhado. Não sei, quem sabe se seria ela a travar conhecimento? Isto são perguntas que certamente nunca terão resposta visto não ter hipótese de acontecer. A certa altura até cheguei a pensar se não estaria ainda a sonhar enquanto conduzia, mas rapidamente me certificava que não porque se após um duche matinal seguido do pequeno-almoço continuasse a sonhar, então seria um sonho muito real. Não sei, sei que dessa forma misteriosa como surgiu, cativou-me a atenção e a curiosidade sobre a sua identidade. Vou esperar que volte brevemente a fazer o horário diurno para ver se lá continua ou então a curiosidade vai-me obrigar a levantar cedo para me certificar disso. Não sei, o futuro e a curiosidade mo dirá…

















